terça-feira, 14 de outubro de 2014

Minhas rápidas impressões sobre "A carta de Aécio Neves aos médicos".

Abaixo reproduzo na íntegra a chamada "Carta de Aécio Neves aos médicos". 
É bom que todos leiamos para nos instruirmos para o debate e para a escolha do próximo dia 26/10/2014. 
Primeiro, se vocês observarem, a todo o momento, durante o primeiro turno, Aécio e Marina disseram que manteriam o "Mais Médicos". 
Na carta aos médicos, o que se vê é uma execração desse programa com as mesmas palavras ocas e falta de argumentação usada pelos médicos e estudantes de medicina, enfim, música para os ouvidos deles e, no mínimo, mentiroso e contraditório. 
 No mais, não comentarei mais a carta, deixarei para quem quiser lê-la e ter suas próprias opiniões, mas ressaltarei uma proposta: linha de financiamento do BNDES para a abertura de consultórios para os médicos recém formados. 
Isso é a cara do PSDB. 
O que essa proposta quer dizer? Bem, o governo vai captar recursos no exterior a 12,5% ao ano e emprestá-lo aos médicos recém formados a 4,5%. Eu e o restante da sociedade pobre e sofrida do Brasil subsidiaremos a diferença. Sim, nós pagaremos o empréstimo que o governo concederá a esses jovens profissionais recém formados.
No final o que ocorrerá? O médico recém formado montará o seu consultório com dinheiro público subsidiado e cobrará R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) pela consulta.
Por certo, os médicos aecistas acham essa é uma ótima proposta para a melhora da saúde pública.
Coitados dos pobres brasileiros mais humildes, não poderão nem pisar na calçada do consultório pago por eles.  
Isso é elitista e é a cara do PSDB por que é um tipo de política que não olha o social, mas somente o econômico e, no caso concreto em análise, o eleitoral.

Aqui a íntegra da carta:
"Caro amigo, Todas as pesquisas de opinião revelam que o acesso a um sistema de saúde qualificado é a prioridade dos brasileiros. Tanto na saúde pública quanto na saúde complementar, o Brasil avançou muito desde a década de 90. Mas, com certeza, há muito a fazer. Assegurar os direitos de cidadania na saúde previstos na Constituição brasileira é tarefa complexa e trabalhosa. 
Exige liderança, experiência e clareza estratégica, e demanda capacidade de diálogo para a construção das parcerias necessárias, principalmente com os médicos brasileiros que são e serão protagonistas insubstituíveis na construção, no Brasil, do sistema de saúde dos nossos sonhos. Desafio como esse não comporta amadorismo, não demanda aventuras, requer liderança política e capacidade de gestão. Como presidente da República, irei aumentar os investimentos do Governo Federal, apoiando o projeto de lei de iniciativa popular endossado por entidades da sociedade civil que arrecadou mais de 3 milhões de assinaturas em defesa da aplicação de 10% da Receita Corrente Bruta da União exclusivamente para a saúde. Vamos profissionalizar a gestão do Ministério da Saúde, da ANS, da ANVISA e de todos os órgãos ligados ao sistema, qualificar a atenção primária e ampliar o acesso aos serviços ambulatoriais e hospitalares. 
O atual governo, na discussão e implantação do programa que ganhou o nome de MAIS MÉDICOS, atropelou o diálogo, mistificou a discussão, desrespeitou os profissionais brasileiros e tentou jogar a população brasileira contra nossos médicos. Ninguém pode ser contra mais médicos para atender a nossa população. Mas dizer, como o fez a candidata à reeleição, que o grande legado dos médicos cubanos será ensinar como se trata a população de forma humanizada é desrespeitar os médicos brasileiros, construindo no imaginário popular uma caricatura injusta. Ora, por que juízes e promotores vão para o interior e os médicos não? Porque não há carreira, retaguarda, segurança e parceria estratégica. 
Como presidente, vou viabilizar a Carreira Médica Nacional do SUS, assim como para os demais profissionais de saúde, e manter um diálogo permanente com as categorias, assegurar agências regulatórias regidas pela meritocracia e pela eficiência para garantir o bom convívio entre operadoras, prestadores e profissionais da saúde complementar. Também vamos criar um programa de financiamento pelo BNDES para que jovens profissionais de saúde tenham acesso a consultórios. O atual governo rompeu com os médicos brasileiros, expondo-os a uma tentativa de execração diante da opinião pública brasileira, como se bastasse importar médicos cubanos para encontrar as respostas que há 26 anos o SUS procura. Sabemos todos que isso é mentira e uma fuga da busca de soluções sólidas e duradouras. 
É preciso dar um basta nessa situação! O Brasil e o nosso sistema de saúde exigem mudanças profundas. Introduzimos avanços importantes em Minas e conheço os caminhos para a mudança necessária. Por isso, venho pedir o seu apoio, o de seus colegas de trabalho, familiares e pacientes. O atual governo faz mal à saúde. Vamos juntos, com diálogo e parceria, avançar na construção do sistema de saúde que os brasileiros desejam e merecem. 
Um abraço fraterno,"
Aécio Neves

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