domingo, 6 de janeiro de 2013

Palestinos escrevem 'Estado da Palestina' em documentos oficiais

Fonte: AFP

As autoridades palestinas começaram a redigir "Estado da Palestina" nos documentos oficiais, pouco tempo depois de ter seu estatuto na ONU elevado, no fim de novembro, à condição de "Estado observador", noticiou a agência oficial Wafa. 
Neste domingo, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, ordenou que começassem os trabalhos para substituir documentos de identidade, carteiras de motorista e selos oficiais para incorporar a inscrição "Estado da Palestina", reportou a Wafa. Também determinou, na semana passada, que o ministério das Relações Exteriores e as embaixadas no exterior comecem a usar este termo em sua correspondência oficial. Estas decisões intervêm depois da votação histórica na Assembleia Geral da ONU, que em 29 de novembro de 2012 concedeu aos palestinos o estatuto de "Estado observador" no âmbito das Nações Unida,s deixando no passado o de "entidade" observadora, isto apesar das críticas de Estados Unidos e Israel. Segundo a Wafa, Abbas fez saber que a modificação dos documentos oficiais permitirá reforçar o Estado palestino "em campo e estabelecer suas instituições (...) e sua soberania em seu território". 
O ministério israelense das Relações Exteriores não quis comentar estas evoluções. Até agora os documentos oficiais emitidos pelo governo de Abbas usavam o selo da Autoridade Palestina, que ele dirige. Israel criticou a entrada unilateral dos palestinos na ONU, destacando que a criação de um Estado palestino só pode surgir através de negociações com o Estado hebreu. Para os palestinos, seu estatuto na ONU vai reforçar sua posição nas negociações com Israel e se trata de um complemento para negociações futuras.

Minha opinião
Antes tarde do que nunca, mesmo que simbolicamente. O que Israel faz todos os dias com os palestinos é espoliá-los, saqueá-los, roubá-los, aliená-los de um direito que é deles - ter o seu país-, mas que, para os Judeus, só Israel tem. Explico melhor: os Judeus sempre se destacaram no globo como um povo que se dizia "apátrida" - sem pátria. Aí, quando veio o pós-Guerra, em 1948, houve condições políticas no mundo para que a criação de um Estado de Israel, que seria a pátria dos judeus. Ótimo, uma conquista, um reconhecimento.
O problema é que, ao chegarem os judeus naquela área, havia outros povos que também chamavam a região de "meu país". A solução melhor seria, claro, a convivência. Cria-se um Estado judeu, outro Estado muçulmano e, ao mesmo tempo, divide-se Jerusalém para ambos os povos, afinal, a coexistência é a solução.
Utopia das mais ingênuas, por certo. 
O que há, desde então, é um ciclo interminável de guerras desiguais, nas quais os judeus, sempre com o apoio dos Estados Unidos, aprofundam o controle total de toda a área e, em letras garrafais, dizem para o mundo: "nós não achamos que os muçulmanos palestinos tenham direito ao seu país".
Pronto, para Israel, é simples assim.