sábado, 24 de novembro de 2012

A grave temática do financiamento de campanha

Como uma pessoa pragmática que sou, às vezes me irrita o debate de certas temas que são, de fato, superficiais, enquanto outros, importantíssimos, simplesmente, são esquecidos. É assim com a questão do financiamento de campanha. Ora, por que debater a reforma política se não for para tornar o nosso sistema de representação, verdadeiramente, democrático?

Da forma como está, o abuso do poderio econômico, no Brasil, deturpa as campanhas, torna-as caras, incita a corrupção, vicia a representação, desiguala a disputa pelos cargos políticos e põe em risco a própria legitimidade do nosso aparelho democrático. Em uma democracia ativa, a sociedade precisa estar envolvida, participar e pautar os debates que se travam nos cenários locais e nacional, bem como, produzir, ela própria, os quadros que ingressarão na vida político-partidária do país.
Com campanhas tão caras e uma forma de financiamento tão dificultosa para quem não dispõe dos meios de operá-la, nosso modelo inibe a participação de pessoas comuns do povo que eventualmente tenham o salutar interesse de ingressar na política. Talvez por isso, importantes cargos políticos sejam verdadeiramente monárquicos, de ocupação quase sempre hereditária, posto não haver viva participação das massas na produção e escolha dos quadros partidários.

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