quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

BC reduz previsão de crescimento da economia para o ano e aumenta a de inflação

Fonte: UOL Economia

O Banco Central (BC) reduziu nesta quinta-feira (22) a previsão de crescimento da economia brasileira no ano, de 3,5% para 3%. O Relatório Trimestral de Inflação do BC mostra ainda que para o próximo ano a previsão de crescimento é de 3,5%. A estimativa de inflação para 2011 subiu de 6,4% para 6,5%. Caso confirmado este número, a alta dos preços ficará no teto da meta de inflação. Para o próximo ano, o BC manteve a previsão de 4,7%. 
O Banco Central informou, porém, que as chances da meta de inflação ser ultrapassada são de 54%. Esse movimento, segundo informou a autoridade monetária, reflete, em parte, "os efeitos observados das ações de política monetária entre o final de 2010 e meados de 2011." O BC está menos otimista do que o próprio governo, sobretudo para 2012. Oficialmente, o governo ainda acredita que a economia terá expansão de 3,8% em 2011, apesar de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter dito que deve ficar próxima a 3,2%. Para 2012, a conta oficial é de uma expansão de 5 por cento, mas o próprio Mantega já previu um intervalo de 4% a 5%. Na visão da autoridade monetária, a inflação já começa 2012 desacelerando chegando, no acumulado de 12 meses, a 5,9% e 5,6%, nos primeiro e segundo trimestres, respectivamente. Esses dados estão dentro do cenário de referência. Para o BC, o cenário econômico global apresentou deterioração nos últimos meses, e as condições mais restritivas no exterior tendem a permanecer por mais tempo do que se previa.

Minha análise
Pelo visto, a crise europeia chegou até nós. No começo se falava em um crescimento de 4% para esse ano, mas agora estamos vendo que se crescermos 3% já é para nos alegrarmos. Segundo consta, os números do terceiro trimestre demonstram que, tecnicamente, estamos em recessão, embora temporária. 
Tudo isso deve servir para deixar claro que nós não somos uma ilha e que, talvez, nosso crescimento econômico não seja tão robusto e sustentado quanto se diz e queríamos. O Brasil está sim exposto aos ventos externos e, apesar de sermos atraentes para os investimentos internacionais e de estarmos em situação bem melhor que a Europa atualmente, não podemos nos descuidar disso. 
O pior de tudo é que temos crescimento baixo com inflação e juros muito altos.
Para concluir, quero dizer que ver o Ministro da Economia falando em crescimento de 5% como se fosse um sonho, um difícil objetivo a ser alcançado e uma meta altamente ambiciosa, é irritante. No dia que a Índia só crescer 5%, eles vão se considerar estagnados. O Brasil deveria cuidar de fazer todas as reformas que precisa, de baixar os juros e de investir em sua infra-estrutura para, assim, crescer 7% ou 10% ao ano. Precisamos deixar de sermos pobres como sempre fomos. 

Um comentário:

  1. Temos que lembrar que apesar de todo crescimento econômico vivenciado pelo Brasil nos últimos anos, ele ainda não é considerado um pais desenvolvido pois não apresentou melhorias satisfatórias nos aspectos sociais. E essas melhorias estão longe de acontecerem.
    Já no que se refere aos juros, acredito que não baixarão enquanto pessoas poderosas estiverem ganhando com isso.

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