sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Maior reserva de carvão da Ásia é descoberta no noroeste da China

Fonte: UOL Economia

Uma jazida de 89,2 bilhões de toneladas de carvão, a maior de toda a Ásia, foi descoberta no Lago Sha'er, na região autônoma chinesa de Xinjiang, informou a agência oficial "Xinhua". Os responsáveis por sua prospecção aguardam o sinal verde estatal para começar a explorar a reserva, e destacaram que o carvão é de muito boa qualidade. Calcula-se que em Xinjiang, região habitada majoritariamente por etnias de religião muçulmana e na qual agem movimentos independentistas, há reservas de 2 trilhões de toneladas de carvão, 40% do total da China. O carvão continua sendo a principal fonte de energia da China, representando 70% do total consumido pela segunda maior economia do mundo.


Breve Análise
A China é um grande problema para o mundo, não duvidem disso. Sua diplomacia é de enfrentamento e o país ignora todo e qualquer ato ambientalmente aceitável. Lá eles não cedem às pressões internacionais e só estão preocupados com suas taxas de crescimento, sempre próximas de absurdos 10% ao ano. Carvão Mineral continua sempre sendo prospectado e explorado e não há uma mínima luz no fim do túnel. Não nutram esperanças, economia verde, lá, não há. 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

BC reduz previsão de crescimento da economia para o ano e aumenta a de inflação

Fonte: UOL Economia

O Banco Central (BC) reduziu nesta quinta-feira (22) a previsão de crescimento da economia brasileira no ano, de 3,5% para 3%. O Relatório Trimestral de Inflação do BC mostra ainda que para o próximo ano a previsão de crescimento é de 3,5%. A estimativa de inflação para 2011 subiu de 6,4% para 6,5%. Caso confirmado este número, a alta dos preços ficará no teto da meta de inflação. Para o próximo ano, o BC manteve a previsão de 4,7%. 
O Banco Central informou, porém, que as chances da meta de inflação ser ultrapassada são de 54%. Esse movimento, segundo informou a autoridade monetária, reflete, em parte, "os efeitos observados das ações de política monetária entre o final de 2010 e meados de 2011." O BC está menos otimista do que o próprio governo, sobretudo para 2012. Oficialmente, o governo ainda acredita que a economia terá expansão de 3,8% em 2011, apesar de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter dito que deve ficar próxima a 3,2%. Para 2012, a conta oficial é de uma expansão de 5 por cento, mas o próprio Mantega já previu um intervalo de 4% a 5%. Na visão da autoridade monetária, a inflação já começa 2012 desacelerando chegando, no acumulado de 12 meses, a 5,9% e 5,6%, nos primeiro e segundo trimestres, respectivamente. Esses dados estão dentro do cenário de referência. Para o BC, o cenário econômico global apresentou deterioração nos últimos meses, e as condições mais restritivas no exterior tendem a permanecer por mais tempo do que se previa.

Minha análise
Pelo visto, a crise europeia chegou até nós. No começo se falava em um crescimento de 4% para esse ano, mas agora estamos vendo que se crescermos 3% já é para nos alegrarmos. Segundo consta, os números do terceiro trimestre demonstram que, tecnicamente, estamos em recessão, embora temporária. 
Tudo isso deve servir para deixar claro que nós não somos uma ilha e que, talvez, nosso crescimento econômico não seja tão robusto e sustentado quanto se diz e queríamos. O Brasil está sim exposto aos ventos externos e, apesar de sermos atraentes para os investimentos internacionais e de estarmos em situação bem melhor que a Europa atualmente, não podemos nos descuidar disso. 
O pior de tudo é que temos crescimento baixo com inflação e juros muito altos.
Para concluir, quero dizer que ver o Ministro da Economia falando em crescimento de 5% como se fosse um sonho, um difícil objetivo a ser alcançado e uma meta altamente ambiciosa, é irritante. No dia que a Índia só crescer 5%, eles vão se considerar estagnados. O Brasil deveria cuidar de fazer todas as reformas que precisa, de baixar os juros e de investir em sua infra-estrutura para, assim, crescer 7% ou 10% ao ano. Precisamos deixar de sermos pobres como sempre fomos. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

País atrai 5% do fluxo global de investimentos produtivos

Fonte: Folha de S Paulo

Participação do Brasil aumenta mais rápido que a de outros países emergentes 
Apelo do mercado doméstico e interesse por recursos naturais fazem crescer apetite de investidor estrangeiro 

Brasil aumentou de forma significativa na última década sua capacidade de atrair investimentos produtivos de empresas estrangeiras. O país deverá receber mais de 5% do total de novos recursos aplicados por multinacionais em todo o mundo, de acordo com projeções da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos e Empresas Transnacionais). É pouco perto dos mais de 17% que serão destinados à China. Mas é o dobro do que o Brasil conseguiu atrair na década passada, em média. O bom desempenho da economia brasileira em meio à crise que afeta o mundo desde 2008 ajuda a explicar o salto no valor dos investimentos estrangeiros destinados ao país. "Houve uma mudança de destino dos investimentos no mundo a favor de países em desenvolvimento nos últimos anos", afirma o economista Luis Afonso Lima, presidente da Sobeet. Analistas estimam que o fluxo de recursos produtivos recebidos pelo Brasil atingirá US$ 65 bilhões neste ano, um aumento de 35% em relação ao ano passado. A Sobeet calcula que o fluxo mundial de investimentos estrangeiros aplicados no setor produtivo ficará estável neste ano, próximo de US$ 1,2 trilhão. Projeções da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit) indicam que o poder de atração exercido pelo Brasil sobre esses recursos aumentou 250% desde 2006, mais do que em outras economias emergentes. O Brasil também recebeu neste ano bilhões de dólares na forma de empréstimos e aplicações em ações e outros investimentos financeiros, mas os recursos produtivos foram os que mais cresceram. Esse crescimento acelerado gerou suspeitas de que parte do dinheiro teria sido trazido pelas empresas de maneira disfarçada, para driblar impostos cobrados sobre aplicações financeiras. Os recursos teriam entrado no Brasil como se fossem destinados à aquisição de empresas nacionais ou à ampliação de fábricas no país, mas teriam sido usados para lucrar com as elevadas taxas de juros praticadas no Brasil. Mas os analistas acreditam que operações dessa natureza foram muito raras e atribuem o interesse dos investidores estrangeiros às transformações sofridas pelo mundo e pela economia brasileira nos últimos anos. A expansão da classe média no Brasil contribuiu para atrair investidores interessados em explorar o potencial do mercado de consumo doméstico, segundo o consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior. O setor financeiro e a indústria de alimentos e bebidas estão entre as áreas que mais receberam recursos externos desde 2005, de acordo com o Banco Central. A forte demanda da China e de outros países emergentes por minérios e produtos agrícolas é outra explicação. "O fato de a China ter se tornado um importante investidor externo contribuiu para o recente aumento de investimentos no Brasil", afirma Robert Wood, analista da consultoria EIU. Embora a economia brasileira continue atraindo grande volume de investimentos estrangeiros, analistas esperam uma queda em 2012 por causa do agravamento da crise externa. Levantamento feito pela Sobeet com base em informações do jornal britânico "Financial Times" indicam uma perda de fôlego nos anúncios de novos investimentos produtivos para o Brasil.