terça-feira, 11 de outubro de 2011

Um pouco de educação política: O que é ser de direita, hoje?

É claro que não pretendo, neste post, tecer comentários de cunho acadêmico ou descer a minúcias filosóficas muito aprofundadas quanto ao tema. O que pretendo é tentar, minimamente, caracterizar o discurso - ou discursos - que hoje em dia vejo sendo ditos pelos que se dizem de direita.
De uma forma geral, a direita é conservadora e se opõe a mudanças estruturais mais drásticas na sociedade. Por exemplo, é contrária à descriminalização do aborto, ao casamento gay e à liberalização da maconha. No Brasil, um típico movimento de direita é o TFP, Tradição, Família e Propriedade. Este é o site deles http://www.tfp.org.br .
Na política, o DEM talvez seja o partido que mais se identifica com essas bandeiras, embora o PSDB também tenha o apoio de amplos setores conservadores. No Brasil, desde 1988, quando da redemocratização, ficou feio se dizer de direita por causa da ditadura. Como em 1964 o golpe foi conservador, pegava mal falar que o apoiavam. Talvez por isso nenhum partido se diga claramente de direita. Se o golpe tivesse sido de esquerda, talvez hoje fosse o contrário.
Na economia, a antítese: os conservadores se tornam liberais, ou seja, pregam uma menor participação do Estado na economia e falam em autonomia do mercado. Apoiam privatizações e defendem menos impostos para o setor produtivo. Nos EUA, os Republicanos e o Tea Party (movimento de direita), por exemplo, chegam a exigir que o Estado feche hospitais públicos e os entregue para a iniciativa privada. São também contrários a um sistema de saúde público, por que defendem que cada um, individualmente, deve pagar seus gastos com médicos e remédios. Enfim, é uma forma de pensar.
Na Europa a direita - ou a ultradireita, como alguns dizem - está associada à xenofobia, inclusive, naquele episódio do terrorista norueguês, ele era filiado a um partido desses.
É claro que essas posições não são propriedade da direita. Muitos que se dizem de esquerda, como eu, podem se identificar com um ou outro ponto do discurso conservador. No meu caso, sou plenamente a favor de privatizações. Sempre fui.
Enfim, nada mais no momento.

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