quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Porque a greve dos IFs é um insulto ao país

Porque um país que se pretende grande, desenvolvido e importante no cenário mundial, em momento algum de sua história, aceitaria que sua melhor escola, o seu centro de excelência educacional, o único lugar em que o ensino básico acontece com uma mínima qualidade, parasse. Garanto-lhes que isso não se passaria nos EUA, nem na Europa, tampouco em qualquer país asiático desenvolvido.
É justamente essa a diferença.
Aqui no Brasil nem o governo, nem a sociedade estão nem aí para a greve dos Institutos Federais. Se os professores estão em greve alegando que recebem os menores salários do serviço público federal e que há 02 anos não têm reposição das perdas, isso não é um escândalo, não causa espanto, nem clamor social. O fato de um motorista do judiciário ganhar mais que um professor com mestrado parece ser normal em nossa pátria.
Veja que no Chile os níveis educacionais são imensamente melhores que os nossos e todos os dias ouvimos falar da pressão que vem das ruas tentando forçar o governo de Sebastian Piñera a investir mais em ensino.
Por certo os brasileiros pensam que seremos ricos pela força da gravidade, por que Deus quer ou por que somos "bonitos por natureza". Tenham paciência! Não dá pra ser uma pessoa consciente e conviver com isso assim, pacificamente! Se continuarmos com investimentos pífios na educação, não haverá outro futuro para o Brasil senão a pobreza, o atraso, a ignorância e a miséria.
Depois não reclamem de Tiriricas, Malufs, Agripinos, Rosalbas e de tantos outros que chegam ao poder com currículos nefastos e qualidades duvidosas. Sem educação política, como querem que a sociedade aprenda a refletir criticamente antes do voto?
Quando um dia Geraldo Vandré disse que "quem sabe faz a hora não esperar acontecer", ele estava conclamando que tomássemos nosso futuro pelas mãos, que fizéssemos uma revolução.
Nisso concordo plenamente com Cristóvam Buarque: temos que operar, no Brasil, uma revolução pela educação. Só assim conseguiremos ser um país rico, uma grande nação que se impõe altivamente no mundo e é respeitada. Só daremos um salto de qualidade como povo, se formos educados. É essa revolução que espero um dia ver acontecer no Brasil.
Por enquanto, temos descaso, corrupção e analfabetismo funcional e político.

2 comentários:

  1. Como disse Rousseau: "Há um pequeno número de homens e mulheres que pensam por todos os outros, e para o qual todos os outros falam e agem."

    Infelizmente, essa realidade interessa aos nossos representantes. A ignorância do nosso povo é para os políticos, mais preciosa do que o caviar do peixe pescado na costa do Irã.

    A nossa luta deve ser por uma série de legislações que mudem o atual panorama da educação nacional. (C. BUARQUE JÁ DEU UMA PEQUENA SUGESTÃO)

    Devemos parar de hipocrisia e de somente fazer anualmente uma manifestação por reposição salarial. Isso a UERN prova que não resolve, triste realidade desta pobre IES estadual.

    Nem que dure mais 500 anos, de uma coisa fique certo, se a mudança não for de consciência, continuaremos fazendo reboco em casa de taipa.

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  2. Olá Raul, sou aluna do IF campus Apodi, curso Biocombustíveis 1º ano, não sou sua aluna, mas queria te parabenizar pela pessoa sincera e inteligente que você é, bom também estou chocada com a greve do IF, queria deixar aqui mais ou menos um poema falando sobre a educação e também a greve!
    Olhe só:

    Educação
    deveria ter mais valorização,
    mas os políticos,
    só querem andar de carrão.
    Estudos que é bom?
    só ficaram na imaginação.
    Promessas?
    É melhor sairmos fora dessa,
    pois essa presidenta não presta.
    Só quer estar no poder,
    mas não cumpre com o seu dever,
    que é nos acolher
    e nos dar a formação.
    Enquanto batalhamos por aula,
    essa presidente mala
    passeia pela Bulgária
    e não visa os problemas
    que agora o Brasil enfrenta.
    Realmente a situação está precária
    vou ficar até calada
    pois a melhor escola do país
    está paralisada.

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