segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Alunos do IFBA deflagram greve. Servidores paralisam atividades na segunda

Por Juliana Ribas

Os estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), deflagraram greve nesta sexta (29), num “ato de protesto aos ataques que a educação pública e a população brasileira vêm sofrendo por parte do governo”, destaca em nota o Grêmio Estudantil InterAção do IFBA – Conquista.
A paralisação foi votada em assembleia ocorrida nesta quinta com os alunos dos três turnos e de todas as modalidades (integrada, subsequente e PROEJA) suportadas pela instituição e que são representadas pelo Grêmio Estudantil InterAção. Foram 64,58% de votos a favor da greve, contra 28,92%, 4,48% de abstenções e 1,99% de brancos ou nulos.
A greve foi deflagrada também em apoio ao movimento dos servidores/professores da Rede Federal de Ensino da Educação Básica, Profissional e Tecnológica que também paralisarão as suas atividades no dia 1º de agosto. Em nota, o InterAção apontou como bandeiras de luta levantadas nesta greve: “a exigência de que se invista 10% do PIB já para educação; ir contra o atual e futuro PNE, contra a expansão desenfreada dos institutos federais sem que haja uma estrutura de qualidade, contra o Novo Código Florestal e a Usina de Belo Monte.”
A mobilização dos servidores é organizada pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Segundo o sindicato, o objetivo da paralisação é “construir um intenso processo de pressão que venha impor ao governo um novo patamar nas relações com os servidores/as da nossa Base e com o nosso Sindicato Nacional. Não podemos permitir que continuemos sendo tratados com tamanho descaso e desrespeito”. As reivindicações também estão pautadas no Plano Nacional de Educação (PNE), votado de dez em dez anos. Segundo a categoria, o PNE traz “uma série de absurdos imensamente prejudiciais para a educação pública brasileira.”
O sindicato expõe em nota, que houve várias tentativas, no conjunto das Entidades Representativas dos Servidores Federais, de fazer com que projetos que tramitam na Câmara e no Senado sejam paralisados e que haja abertura de diálogo sobre projetos que modificam estruturalmente o estado brasileiro e as relações trabalhistas com os Servidores Federais. Eles informam, porém, que o governo não tem negociado com a categoria e justificam a greve quanto à ausência de perspectiva de uma negociação para 2011 e 2012. “É preciso que todos/as entendam que a Greve hoje é a única ferramenta que possuímos para gritar e questionar toda ordem de absurdos que continuam acontecendo neste “novo governo”, informa em nota o Sinasefe.

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