sexta-feira, 22 de julho de 2011

A importância do controle social

Nos países ricos as instituições públicas funcionam muito bem, se comparadas ao Brasil. Lá não há atos imorais dos gestores públicos que não venham à tona e não gerem pesado desgaste à imagem do agente envolvido. Tudo isso ocorre, dentre outros fatores, por que as sociedades desses países exercem um rígido controle de qualidade sobre o trato com a coisa pública. Lá, pega muito mal desviar dinheiro público, enquanto aqui parece ser um modus operandi lugar comum em nossa política, aliás, em nossa sociedade. Propinas a guardas de trânsito movimentam milhões no Brasil, só pra começar com um exemplo pequeno.
Claro que esse é um exercício que demanda anos de aprendizagem democrática e um ótimo sistema de ensino público, coisas que ainda não existem no Brasil, no entanto, mesmo apesar de nossas condições adversas, entendo que nós, como povo, somos muito lenientes. Poderíamos ser mais ativos, exigir mais, cobrar mais, sermos incisivos, votar bem...
Enquanto esse dia não chega, sofreremos com escândalos como os do DNIT. O pior de tudo é saber que a Presidenta, mesmo estando certa em promover uma faxina geral e querendo aprofundar os cortes de cabeças corruptas, não poderá fazer muito mais do que isso e, em breve, terá de se conformar, se não o Congresso começa a dar o troco. Política brasileira é assim. Sem controle social eles fazem o que querem e depois se reelegem.
O controle social ao qual me refiro aqui não é o controle do Estado sobre algo, mas ao contrário, o controle da sociedade civil sobre o Estado. O Estado só existe por que é mantido por um povo que ele deve representar.
Depois, quando Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações, diz que é difícil controlar um orçamento de 13 bilhões de reais e que, pelo seu tamanho, é quase que "normal" ter desvios, ficamos chocados. A verdade é essa mesmo, infelizmente.

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