terça-feira, 7 de junho de 2011

Os mais recentes números de nossa economia e uma interpretação

Há poucos dias o IBGE divulgou os números do primeiro trimestre da economia brasileira. Para variar foram ótimos e por isso também péssimos.
Contraditório, não? Acostumem-se. O Brasil é assim mesmo e vou lhes explicar.
Antes analisemos os números: crescemos 1,3% nos primeiros três meses desse ano, mas na comparação anual com o primeiro trimestre de 2010 o PIB teve avanço de 4,2%. Os serviços puxaram a expansão, seguidos da indústria e da agropecuária. Aliás, os números da indústria, em particular, são expressivos sobretudo por que muitos dizem que estamos passando por um processo de desindustrialização. Por enquanto, embora o temor seja fundado, os números o têm desmentido.
Aliás, diga-se, ótimos números que só demonstram o quanto a nossa economia, apesar de tudo, continua aquecida. Empregos continuam a ser gerados e estamos ficando um pais mais rico.
Porém...
Um país que foi projetado para ser pobre, como o nosso, não se dá bem com esses dados. Como não temos infra-estrutura e a produção não conseguirá seguir o mesmo ritmo do crescimento do consumo, segundo os economistas, provavelmente teremos inflação e descontrole de nossa estrutura macroeconômica.
Em linguagem que entendemos: se continuarmos crescendo a esse ritmo, não seremos mais do que uma galinha tentando voar. Apenas daremos pequenos saltos, mas não conseguiremos um voo pleno. Por isso o governo terá de frear o crescimento. Não sei a vocês, mas a mim isso me irrita e muito. Como pode um país pobre e atrasado como o nosso ter de parar de crescer?
Economia é uma ciência complexa e o desenvolvimento tem de vir acompanhado de uma série de investimentos que consigam sustentá-lo. Segundo consta, não fizemos nossa lição de casa: não criamos um bom ambiente de negócios, nossa carga tributária é absurda, os juros estão altíssimos e vão subir ainda mais, não há trens aqui, nem portos, nem estradas e nem sequer podemos fazer novas hidrelétricas, os xiitas ambientais não deixam.
Esta é a nossa saga e sabem qual a moral da história? Não nos preparamos para ser ricos, mas eternamente pobres.

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