terça-feira, 14 de junho de 2011

Informando

Próxima segunda-feira, às 08:30 hrs da manhã, no IFRN - Campus Mossoró, darei uma palestra sobre o Novo Código Florestal. Nela tratarei um pouco do que já tratei no primeiro vídeo do youtube, mas também farei uma contextualização entre o momento econômico que o Brasil vive e a possível edição dessa nova lei. Depois, tratarei do projeto em si e abordarei as suas principais polêmicas.
A palestra é para as comunidades interna e externa, ou seja, aberta a todos.

Ps. Se alguém tiver interesse em ter acesso ao projeto de Novo Código Florestal tal qual foi enviado da Câmara ao Senado, envie-me um e-mail para "raul.santos@ifrn.edu.br" que responderei com o arquivo em anexo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Novo vídeo

Desta vez resolvi falar da ignorância que permeia o debate acerca da questão regional no Brasil. Nós brasileiros nos ignoramos a nós próprios. Veja os argumentos:

terça-feira, 7 de junho de 2011

Os mais recentes números de nossa economia e uma interpretação

Há poucos dias o IBGE divulgou os números do primeiro trimestre da economia brasileira. Para variar foram ótimos e por isso também péssimos.
Contraditório, não? Acostumem-se. O Brasil é assim mesmo e vou lhes explicar.
Antes analisemos os números: crescemos 1,3% nos primeiros três meses desse ano, mas na comparação anual com o primeiro trimestre de 2010 o PIB teve avanço de 4,2%. Os serviços puxaram a expansão, seguidos da indústria e da agropecuária. Aliás, os números da indústria, em particular, são expressivos sobretudo por que muitos dizem que estamos passando por um processo de desindustrialização. Por enquanto, embora o temor seja fundado, os números o têm desmentido.
Aliás, diga-se, ótimos números que só demonstram o quanto a nossa economia, apesar de tudo, continua aquecida. Empregos continuam a ser gerados e estamos ficando um pais mais rico.
Porém...
Um país que foi projetado para ser pobre, como o nosso, não se dá bem com esses dados. Como não temos infra-estrutura e a produção não conseguirá seguir o mesmo ritmo do crescimento do consumo, segundo os economistas, provavelmente teremos inflação e descontrole de nossa estrutura macroeconômica.
Em linguagem que entendemos: se continuarmos crescendo a esse ritmo, não seremos mais do que uma galinha tentando voar. Apenas daremos pequenos saltos, mas não conseguiremos um voo pleno. Por isso o governo terá de frear o crescimento. Não sei a vocês, mas a mim isso me irrita e muito. Como pode um país pobre e atrasado como o nosso ter de parar de crescer?
Economia é uma ciência complexa e o desenvolvimento tem de vir acompanhado de uma série de investimentos que consigam sustentá-lo. Segundo consta, não fizemos nossa lição de casa: não criamos um bom ambiente de negócios, nossa carga tributária é absurda, os juros estão altíssimos e vão subir ainda mais, não há trens aqui, nem portos, nem estradas e nem sequer podemos fazer novas hidrelétricas, os xiitas ambientais não deixam.
Esta é a nossa saga e sabem qual a moral da história? Não nos preparamos para ser ricos, mas eternamente pobres.

Por usinas, governo vai reduzir áreas de proteção na Amazônia

Folha Online

O governo vai reduzir sete unidades de conservação na Amazônia para permitir a construção de seis hidrelétricas --uma delas seria a quarta maior do país.
O palco da nova investida energética do Planalto é o vale dos rios Tapajós e Jamanxim, no Pará, uma das áreas mais preservadas e mais biodiversas da floresta.
O movimento acontece num momento em que o Brasil sofre pressão internacional por causa do aumento no desmatamento, relacionado ao Código Florestal, e do licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.
Segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade), a ideia é ter um projeto de lei ou Medida Provisória determinando a redução das áreas protegidas até agosto.
Documentos internos do instituto, obtidos pela Folha, mostram que a proposta foi feita sem estudos técnicos e tem oposição unânime dos chefes das unidades.
Segundo eles, as usinas alagariam 3.200 km² (duas vezes a área da cidade de São Paulo). Sua instalação subverteria a razão de ser das unidades de conservação.


LAGOS
O pedido de redução foi feito em janeiro pela Eletronorte. A estatal entregou ao ICMBio mapas com as partes das áreas protegidas que serão alagadas pelos reservatórios.
A megausina de São Luiz do Tapajós, a principal do complexo, terá 6.133 megawatts, quase a potência somada de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira.
Seu lago deve atingir parte do parque nacional da Amazônia, o mais antigo da região Norte, e das Flonas (Florestas Nacionais) de Itaituba 1 e 2. A segunda maior usina do complexo, Jatobá, terá 2.338 megawatts e alagará parte da Flona Itaituba 1.

SEM ESTUDO
Os parques integram o mosaico de unidades de conservação da BR-163, criado pela então ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, em 2005 para conter o desmatamento e a grilagem de terras na região. É o maior conjunto de áreas protegidas do país. A maioria não possui estudos detalhados de biodiversidade.
Os chefes das áreas protegidas afirmam que a proposta de redução da Eletronorte foi feita "na caneta", sem estudo técnico nem ambiental.
O mapa elaborado pela estatal da área a ser alagada no parque nacional da Amazônia, por exemplo, inclui um trecho da Transamazônica, que teria de ter seu traçado refeito --passando por dentro do parque.
Procurado pela Folha, o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, disse que as reduções estão sendo discutidas e ainda não têm aval do instituto. Ele afirmou, porém, que a redução dos parques não é nenhuma surpresa.
"Quando as UCs[unidades de conservação] foram criadas, já havia acordo entre os ministérios" sobre os estudos para a construção das usinas. A Eletronorte afirmou, por meio da assessoria, que não pode se manifestar sobre o tema, pois o assunto está em discussão na Presidência. O Ministério de Minas e Energia não havia se pronunciado até o fechamento desta edição.

Justificando

Havia prometido um próximo post sobre o Novo Código Florestal, mas acredito que, pelo menos por enquanto, já tenha contemplado essa temática no vídeo cujo o link está no post logo abaixo deste. Por isso, escreverei no próximo texto algo sobre economia.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O blog no youtube

Embora tenha estado meio ocupado recentemente e, por isso, não tenha postado mais nada novo, resolvi iniciar um novo projeto das discussões relevantes. Iniciaremos, agora, também no youtube. Já lá está o primeiro vídeo, chamado "A qualidade do debate acerca do Novo Código Florestal".

Em breve, no máximo até o final de semana, escreverei novo post.