quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Para reiniciar os trabalhos em 2011, um pouco do assunto geopolítico do momento: O caso do Egito e a revolução do mundo árabe

É muito bom viver com a capacidade de observar atentamente os acontecimento relevantes que ocorrem ao nosso redor. Embora não seja nenhum ancião, já vi muitos eventos que me farão ter o que falar aos meus netos, quando os tiver. Assim foi com o 11 de setembro, as eleições de Lula e de Obama, dentre outros fatos igualmente relevantes.
Embora vivamos todos na Terceira Revolução Industrial, ressinto-me de não ter vivido as outras duas. Seria bom ter presenciado a Revolução Francesa, também. Às vezes, penso como seria producente ter sido aquele personagem da música "Eu nasci há dez mil atrás" do meu xará, Raul Seixas. Ele viveu quase toda a história. Invejável.
Mas, divagações à parte, apesar de não viver há 10 mil anos, estamos vivenciando algo que, talvez, daqui há alguns poucos séculos esteja sendo profundamente estudado pelas gerações de então. O que se passa no Egito atualmente é uma verdadeira revolução. O fato é ainda mais relevante quando nos lembramos que esse levante popular começou na Tunísia e promete se reverberar por todo o mundo das "Repúblicas Monárquicas" árabes.
Tudo isso é um grande sinal dos tempos e com isso quero dizer da globalização, do encurtamento das distâncias, da internet. As gerações de hoje têm acesso a informações como nunca nenhuma outra no passado teve. Valores pretensamente universais como os direitos humanos agora sim podem, de fato, se universalizar.
Os ditadores têm medo da internet. O ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak, tirou a rede do ar. Na China o partido comunista faz o que pode para negar à sua população o acesso às informações do que se passa no mundo árabe.
Tudo isso é simplesmente incrível.
Eu cresci ouvindo dizer que os árabes não queriam democracia, que este era apenas um valor ocidental e que lá as coisas funcionam de outro jeito. Bobagem. Todo homem quer ser livre, basta-lhe apenas ter a oportunidade de poder expressar essa sua vontade. No fundo somos todos iguais, queremos as mesmas coisas.
Espero que a onda de revoluções varra o mundo árabe e que o mundo ocidental aprenda a lidar com esses novos fatos.

Um comentário:

  1. Esse fato, sem dúvida equivale ao ocorrido na França em meados de 1789.É um marco para nossa geração.

    Para saudar o nascimento da liberdade política no Egito, e o seu retorno às atividades do Blog, digo com meu modesto francês: BIENVENUE !!

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