terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A mulher do século XXI

Desde as civilizações mais primitivas, o dualismo entre a feminilidade e a masculinidade tem-se feito presente em nossa história. Na Grécia antiga, um dos berços da civilização ocidental e da democracia, elas não podiam votar e nem sequer eram consideradas cidadãs. Ainda hoje, em regiões como o Oriente Médio, elas são privadas de direitos básicos e até mesmo do prazer sexual.
Dessa forma, como classe oprimida, sempre foi condição imprescindível para a mulher conquistar os seus direitos de igualdade e fraternidade, que por acaso lembra-nos a Revolução Francesa, mas talvez só hoje e em partes, às custas de muita luta, tem-se feito uma realidade para a classe feminina.
Palco de contradições e conflitos, a sociedade é um receptáculo das diferenças que a formam. No passado essas diferenças eram vistas como inferioridades, mas hoje, frente ao processo “globalizatório”, urge vê-las como uma característica intrínseca ao próprio ser humano, sob pena de estarmos construindo mais 6.000 anos de preconceito e opressão.
No século XXI, a mulher que trabalha fora de casa, é mão de obra qualificada, conhece e luta pelos direitos de uso do seu corpo, tem consciência social e que sabe o quanto foi difícil para as suas antecessoras essas conquistas, é o carro chefe das transformações sociais em que vivemos. Como um ser ativo de tais transformações, passar tal legado às gerações futuras é seu papel e dever.

Nenhum comentário:

Postar um comentário