quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Às vésperas das eleições, alguns dos que julgo péssimas opções

A política, pra mim, deve ser uma forma de proporcionar melhorias sociais e econômicas para a sociedade, portanto, um instrumento para o desenvolvimento. No entanto, o que vemos no Brasil, o país de fenômenos como Tiririca, ilustríssimo próximo deputado federal mais votado, é o contrário. Os políticos usam a estrutura do Estado ao seu dispor e, por muitas vezes, de forma totalmente ilícita. Isso ocorre, sobretudo, quando não há alternância de poder e alguns acham que devem herdar uma cadeira na Assembléia ou no Congresso só por que são dos Rosado, dos Maia ou dos Alves. O pior de tudo é que o povo chancela esse tipo de pensamento ao dar milhões de votos para esses personagens. Lástima.
Isto posto, citarei alguns candidatos que, como digo no título, julgo péssimas opções para o nosso estado (RN). O que escreverei abaixo não é a expressão da verdade, mas, tão somente, uma análise minha perfeitamente suscetível a críticas e a discordâncias. Vejamos:

Leonardo Nogueira - Eu sou alguém que acompanha a política durante todo o tempo e não só às vésperas das eleições. O Dr. Leonardo, de péssimo discurso, muito pouco eloquente, fez na oposição da Assembléia Legislativa tudo aquilo que, legitimamente, a oposição fez na Câmara de Vereadores de Mossoró. A contradição é que a sua esposa, prefeita acidental de Mossoró, igualmente de péssima preparação, fez aqui tudo o que ele criticou no Parlamento Estadual. Isso só demonstra que é um político sem discurso e, como quase todos os outros de grande vulto, sem lado, sem uma plataforma de idéias sólidas que lhe deem sustentação e legitimidade.

Fábio Faria - Este Senhor, que a mim me passa a imagem de ser um playboy fútil, é um típico exemplo da política potiguar. Basta ser filho de um grande cacique, ter um sobrenome conhecido, que o curral eleitoral já tá garantido. Lembremo-nos de que, à época do escândalo das passagens aéreas da Câmara, segundo consta, ele usou passagens pagas com dinheiro público para trazer ao seu camarote no Carnatal artistas de expressão nacional. O objetivo não era só presenteá-los, mas, com isso, cobrar ingressos mais caros e, assim, com o uso moralmente indevido do dinheiro público, lucrar. Pífio.

Paulo Wagner - É o Tiririca potiguar. Mossoroense, fez fama em Natal como péssimo apresentador de um programa policial, igualmente péssimo. Fazendo palhaçadas ao estilo dos finados Trapalhões, ganhou notoriedade e, inclusive, cogitou-se de sua candidatura para o Senado, nas últimas eleições. Felizmente, isso não aconteceu. No entanto, tornou-se vereador otimamente bem votado em Natal e, quiçá, seja um dos nossos próximos deputados. Vergonha.

Citei esses três com mais detalhes em virtude de sua notoriedade. É quase certo que serão eleitos. No mesmo bojo insiro políticos como Sandra Rosado, seus filhos e marido, embora estes eu respeite pela oposição por demais útil que fazem em Mossoró. Falo ainda de Rosalba e dos Rosado do outro lado. Pra mim, péssimas opções. Eu jamais votaria em Garibaldi, Agripino e afins.
Para não mais me alongar, sonho com o dia em que a política seja feita por pessoas normais do povo, que consigam seus votos pelas suas idéias, sua trajetória e não pelo seu sobrenome ou apadrinhamento político.

2 comentários:

  1. Eduardo Sidney. FAD - UERN.3 de outubro de 2010 23:08

    "É difícil libertar os tolos das amarras que eles veneram". (Voltaire)

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  2. Pois é, Eduardo, não por acaso, todos os que citei neste post foram eleitos.

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