quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Por que voto em Dilma

Muito tenho sido questionado ultimamente sobre em quem voto para Presidente. Como frequento meios mais à esquerda, facilmente seduzidos pela idéia de uma terceira via, muitos esperam que eu declare voto em Marina, mas não, voto em Dilma, como, aliás, há muito venho dizendo. Inclusive, já desde 2005 faço parte de comunidades no orkut que apoiavam, à época, a idéia de ter Dilma como presidente. Não a julgo um poste, mas uma mulher com personalidade própria, com grande capacidade gerencial, mas sem um pingo de carisma. Dilma não é uma política como os tradicionais. Ela ainda não aprendeu a dizer o que o povo quer e sorrir, com naturalidade, ao mesmo tempo. Noutras palavras, ela não aprendeu a ser populista e eu espero que nunca aprenda. Nos próximos anos teremos de crescer a taxas médias mínimas de 5% ao ano, posto precisarmos atender às demandas do nosso povo pobre que quer ter carro, máquina de lavar, microondas, ar condicionado e demais bens de consumo. Para isso, precisamos investir pesado em infra-estrutura e Dilma é, de longe, a mais preparada nesse quesito. É só acompanhar os seus pronunciamentos nesse sentido. O fato é que Dilma representa continuidade de um governo com o qual concordo em muitos pontos e tem apresentado propostas aptas ao enfrentamento dos desafios que julgo serão os maiores que teremos de resolver nos próximos anos.
Na política externa, ela entende que o papel do Brasil é o de protagonista e não o de um coadjuvante sempre à sombra dos Estados Unidos. Se vocês procurarem no histórico deste blog, verão um post no qual FHC defende uma política externa bem diferente da atual, só para exemplificar. Ainda na esteira dos motivos que me levam a votar em Dilma, cito a preocupação social. O PSDB/DEM tem muitas dificuldades de entender que um sistema liberal como o americano não tem condições de funcionar no Brasil. Somos ainda um país com muitas carências, por isso precisamos de um governo que se preocupe com programas de transferência de renda, como o bolsa família. Infelizmente é a nossa realidade.
Poderia falar muito mais sobre Dilma, mas agora vou dizer por que não voto em Marina, uma vez que a opção Serra claramente não condiz com nada do que sempre venho dizendo neste espaço. Primeiro, vou dizer que respeito muito quem vota em Marina e reconheço que ela uma boa opção. É, mesmo, um voto consciente. No entanto, ao meu entender, ela não conseguiu se apresentar como uma terceira via, tampouco como uma governante viável. O discurso dela não dá conta do Brasil e o seu partido fará menos de 20 cadeiras na câmara. Isso a forçará, imediatamente, a fazer alianças com outros partidos, inclusive com o PMDB e, quem sabe, até mesmo com o DEM. Em democracias governa-se com alianças, isso é normal. O problema é que ela construiu a sua plataforma criticando as alianças que os outros fizeram e que ela sabe terá de fazer ao assumir. O nosso sistema político é ainda muito frágil e só uma reforma política tornaria possível candidatos como Marina. O pior é que ela anda dizendo que governará com o melhor do PT e do PSDB. O que eu acho disso? Fantasia, ilusão. No mundo fático isso não se fará, certamente.
Justifico isso dizendo que a minha linha de posicionamento político, hoje em dia, funda-se no pragmatismo moderado. Dificilmente, sob risco de uma quebra institucional, para Presidente, votaria em alguém que não tivesse uma boa estrutura política que lhe desse sustentação no governo e Marina não terá.
Em linhas gerais, é o que penso.

Novamente, mas ao contrário, alguns dos que julgo ótimas opções

Ressinto-me de só poder votar uma vez para deputado estadual. Se pudesse, votava de uma só vez em Mineiro, Luiz Carlos e Genivan Vale. Como só pode haver uma opção, votarei em Mineiro, mas não sem antes elogiar muito os outros dois.
Luiz Carlos é um político que, embora exceção, deveria ser a regra. É um homem altamente preparado, posto ser professor da Universidade, mas não é esse o seu maior diferencial. Na minha opinião ele é alguém totalmente do povo e eu explico o que quero dizer com isso: é um normal da sociedade. Não tem apadrinhamento, tampouco um sobrenome que lhe garanta um curral. Não vê na política possibilidade de enriquecimento, é sério e bem articulado com suas idéias. Construiu a sua plataforma usando a estrutura do partido e não de uma família. Conquista os militantes com as suas palavras e não com promessas de empregos na administração pública. Infelizmente, no Brasil Luiz Carlos não é para as massas, embora já tenha sido vereador e atualmente seja um dos suplentes de sua coligação. Para concluir, desde o longíquo ano de 1996, quando eu fazia o primeiro ano do ensino médio no Aída Ramalho, uma escola pública estadual, o professor Luiz Carlos conquistou a minha simpatia. Esteve lá na escola, passou de sala em sala e pediu o apoio dos estudantes. De pronto, sensibilizei-me e, embora não ainda pudesse votar, tive a certeza de que aquele era um homem sério e de que tão logo me tornasse eleitor, votaria nele.
Já Genivan Vale, pra mim, é uma excelente revelação da política potiguar mossoroense. É vereador de oposição bastante atuante na Câmara e Mossoró, embora cega e burramente apaixonada por Rosalba e Fafá, deve muito a ele, sobretudo pela sua atuação crítica, séria e incisiva no parlamento municipal. Genivan, com quem já tive o prazer de pagar uma cadeira em comum na faculdade de direito da UERN, tem uma boa plataforma política e é, decididamente, uma boa opção para a Assembléia Estadual. Seria bom se nós oxigenássemos a política com novos e bons nomes como o de Genivan.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Às vésperas das eleições, alguns dos que julgo péssimas opções

A política, pra mim, deve ser uma forma de proporcionar melhorias sociais e econômicas para a sociedade, portanto, um instrumento para o desenvolvimento. No entanto, o que vemos no Brasil, o país de fenômenos como Tiririca, ilustríssimo próximo deputado federal mais votado, é o contrário. Os políticos usam a estrutura do Estado ao seu dispor e, por muitas vezes, de forma totalmente ilícita. Isso ocorre, sobretudo, quando não há alternância de poder e alguns acham que devem herdar uma cadeira na Assembléia ou no Congresso só por que são dos Rosado, dos Maia ou dos Alves. O pior de tudo é que o povo chancela esse tipo de pensamento ao dar milhões de votos para esses personagens. Lástima.
Isto posto, citarei alguns candidatos que, como digo no título, julgo péssimas opções para o nosso estado (RN). O que escreverei abaixo não é a expressão da verdade, mas, tão somente, uma análise minha perfeitamente suscetível a críticas e a discordâncias. Vejamos:

Leonardo Nogueira - Eu sou alguém que acompanha a política durante todo o tempo e não só às vésperas das eleições. O Dr. Leonardo, de péssimo discurso, muito pouco eloquente, fez na oposição da Assembléia Legislativa tudo aquilo que, legitimamente, a oposição fez na Câmara de Vereadores de Mossoró. A contradição é que a sua esposa, prefeita acidental de Mossoró, igualmente de péssima preparação, fez aqui tudo o que ele criticou no Parlamento Estadual. Isso só demonstra que é um político sem discurso e, como quase todos os outros de grande vulto, sem lado, sem uma plataforma de idéias sólidas que lhe deem sustentação e legitimidade.

Fábio Faria - Este Senhor, que a mim me passa a imagem de ser um playboy fútil, é um típico exemplo da política potiguar. Basta ser filho de um grande cacique, ter um sobrenome conhecido, que o curral eleitoral já tá garantido. Lembremo-nos de que, à época do escândalo das passagens aéreas da Câmara, segundo consta, ele usou passagens pagas com dinheiro público para trazer ao seu camarote no Carnatal artistas de expressão nacional. O objetivo não era só presenteá-los, mas, com isso, cobrar ingressos mais caros e, assim, com o uso moralmente indevido do dinheiro público, lucrar. Pífio.

Paulo Wagner - É o Tiririca potiguar. Mossoroense, fez fama em Natal como péssimo apresentador de um programa policial, igualmente péssimo. Fazendo palhaçadas ao estilo dos finados Trapalhões, ganhou notoriedade e, inclusive, cogitou-se de sua candidatura para o Senado, nas últimas eleições. Felizmente, isso não aconteceu. No entanto, tornou-se vereador otimamente bem votado em Natal e, quiçá, seja um dos nossos próximos deputados. Vergonha.

Citei esses três com mais detalhes em virtude de sua notoriedade. É quase certo que serão eleitos. No mesmo bojo insiro políticos como Sandra Rosado, seus filhos e marido, embora estes eu respeite pela oposição por demais útil que fazem em Mossoró. Falo ainda de Rosalba e dos Rosado do outro lado. Pra mim, péssimas opções. Eu jamais votaria em Garibaldi, Agripino e afins.
Para não mais me alongar, sonho com o dia em que a política seja feita por pessoas normais do povo, que consigam seus votos pelas suas idéias, sua trajetória e não pelo seu sobrenome ou apadrinhamento político.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Por que as eleições do Brasil importam no cenário internacional

As reservas do pré-sal ajudam a aumentar o interesse internacional
Fonte: BBC

Uma democracia gigante, com 135 milhões de eleitores, e com um sistema de votação elogiado internacionalmente, o Brasil deverá atrair a atenção mundial durante a escolha de seu próximo presidente, no dia 3 de outubro.
O interesse pelo pleito, no entanto, vai além de uma simples curiosidade pelo processo eleitoral do país: o mundo quer saber quem governará uma nação de economia ascendente e com um papel geopolítico cada vez mais forte.
Por outro lado, a maior projeção do país também chama a atenção internacional para questões internas - e muitas vezes nem tão positivas, como a violência e a pobreza.
As preparações para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, além da exploração das reservas do pré-sal, completam o quadro de um país que tende a estar com sua imagem cada vez mais exposta à comunidade internacional.
Veja os principais motivos que levam as eleições brasileiras a serem alvo de atenção internacional.

Economia
Poucos países deixaram a crise financeira internacional para trás de forma tão rápida quanto o Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer perto de 7,5% este ano, após uma retração de 0,2% em 2009 - resultado que, apesar de negativo, ficou acima da média, considerando as principais economias do mundo.
Mas não é só a rápida recuperação que vem animando investidores estrangeiros. Com um crescimento médio de 4,8% de 2002 a 2008, o Brasil tem conseguido aliar expansão econômica com inflação sob controle.
O resultado é uma crescente classe média com apetite para o consumo, que tem sido o principal motor da economia do país. Somente no 1º semestre deste ano, a demanda interna cresceu 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mas o próximo governo também terá desafios: a taxa de juros do país, descontada a inflação, é uma das maiores do mundo. A carga tributária chega a 36% do PIB, a maior da América Latina, e o país investe pouco, o equivalente a 17,9% do PIB - quando na China e na Índia chega-se a 43% e 34%, respectivamente.
Mas o ambiente macroeconômico favorável, somado a projetos vultosos (dentre eles a exploração de petróleo em camadas profundas e a realização da Copa do Mundo em 2014) deixam os investidores otimistas quanto ao Brasil. Muitos deles, inclusive, já veem o país entre as cinco maiores economias do mundo em um prazo de 15 anos.

Papel geopolítico crescente
Os defensores da diplomacia brasileira costumam dizer que o Brasil "mudou seu patamar" nas relações internacionais e que não existe mais "mesa" em que o país não esteja representado.
Ainda que essa maior participação seja motivo de controvérsia entre os especialistas, o fato é o que o Brasil vem se tornando cada vez mais atuante em determinados fóruns internacionais, sobretudo quando o assunto é economia e meio ambiente.
Um exemplo desse novo papel geopolítico está na participação do país no G20 financeiro, que ganhou destaque em função da crise internacional de 2008.

O Brasil tem aumentado sua participação em fóruns internacionais
O Brasil tem sido uma das principais vozes dentre os emergentes em busca de uma nova ordem econômica mundial, com maior peso para esses países em organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
Dono da maior floresta tropical do mundo e grande usuário de energia limpa, o Brasil também se tornou presença constante nas discussões sobre mudança do clima no âmbito das Nações Unidas.
Em novembro do ano passado, o país figurou, ao lado de Estados Unidos, União Europeia, China, Índia e África do Sul, entre os principais negociadores da reunião de Copenhague sobre mudanças climáticas.
Os mais críticos, no entanto, argumentam que, apesar dessa maior participação, o país está longe de alcançar resultados concretos, já que o sistema internacional continua sendo conduzido pelas grandes potências.

Política externa mais agressiva
Não é apenas nos fóruns internacionais que o Brasil tem tido papel mais agressivo: a política externa bilateral também se acentuou nos últimos anos, com maior destaque para as relações Sul-Sul.
De olho em uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o país vem buscando um maior alinhamento com governos de regiões até então pouco exploradas pelo Itamaraty, caso da África e do Oriente Médio.
Recentemente, o Brasil atraiu os holofotes internacionais ao intermediar, junto com a Turquia, um acordo nuclear com o Irã, gerando certa insatisfação no governo americano.
Ao mesmo tempo em que é saudada pela diplomacia brasileira, a aproximação com o governo de Mahmoud Ahmadinejad tem gerado uma série de críticas a Brasília, que não estaria usando sua influência junto ao país persa para tentar atenuar supostos abusos em direitos humanos.
O aprofundamento das relações com países africanos também tem sido uma importante marca da diplomacia brasileira, interessada não apenas em ampliar seu leque de aliados políticos, mas também diversificar suas opções de investimento no exterior.
Por outro lado, alguns analistas costumam apontar um certo "excesso" nas pretensões brasileiras. O argumento é de que a diplomacia brasileira estaria colocando a ideologia política à frente dos interesses econômicos e comerciais do país.

População
Com uma população de 191 milhões de pessoas, o Brasil é o quinto maior do mundo nessa categoria, atrás apenas de China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.
Considerando a taxa média de fecundidade entre 2002 e 2006, que foi de 1,5 filho por mulher, o Brasil chegará ao ano de 2020 com uma população de 207 milhões de pessoas, segundo estimativas.
Apesar da tendência de queda, a parcela dos jovens no país ainda é expressiva: cerca de 32,8% da população é formada por pessoas com até 19 anos de idade. Há dez anos, porém, essa mesma parcela era de 40%.
Esse crescimento impõe uma série de desafios ao país, dentre eles uma melhor estrutura em transporte e moradia. De acordo com a ONU, o Brasil tem 8,27 milhões de pessoas vivendo em favelas.

Agricultura e pecuária

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos
Se por um lado o Brasil ainda deixa a desejar quando o assunto é a produtividade na indústria, o mesmo não se pode dizer do campo: o país é um dos maior produtores de alimentos do mundo e ainda tem um alto potencial de expansão.
Nos últimos dez anos, a produção total de alimentos saiu de 80 milhões de toneladas para quase 150 milhões - um crescimento de 87%. O país é o maior exportador mundial de suco de laranja, açúcar, frango, carne bovina e café, além de ser o segundo maior em soja.
Diante do crescimento da população mundial e da necessidade de abastecer um maior número de pessoas com uma dieta cada vez mais diferenciada, alguns especialistas têm apontado o Brasil como "celeiro" do mundo.
O apelido leva em consideração não apenas o que o país produz e exporta atualmente, mas principalmente seu potencial de expansão: segundo as Nações Unidas, o Brasil tem 50 milhões de hectares de terra sob cultivo e outros 300 milhões de hectares aráveis, mais do que qualquer outro país.
Mas apesar do espaço "de sobra", a expansão do cultivo deverá esbarrar em alguns desafios, como a qualidade de vida no campo e a pressão sobre áreas protegidas.
Para muitos ambientalistas, uma possível alta nos preços das commodities, somada a uma fiscalização ineficiente, podem colocar em risco os biomas da Amazônia e do Cerrado.

Desafios sociais
O Brasil vem conseguindo melhorar seus principais indicadores sociais nos últimos anos, muitas vezes em consequência do crescimento econômico e de uma inflação sob controle.

O país continua sendo um dos mais desiguais do mundo em distribuição de renda
De 2003 a 2008, cerca de 32 milhões de brasileiros deixaram as classes D e E, ingressando nas classes A, B e C, segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que considera riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer, o país tem melhorado seu desempenho a cada ano, mas ainda está na 75ª posição dentre 115 países - praticamente o mesmo patamar verificado em 2002.
Quando a desigualdade de renda é contabilizada, o país tem um desempenho pior do que a média da América Latina, segundo a ONU.
As diferenças regionais também constituem um dos principais desafios do país nos próximos anos. Um levantamento recente do IBGE mostra que 99,8% das cidades do Estado de São Paulo eram servidas com rede de esgoto em 2008, enquanto no Piauí apenas 4,5% dos municípios eram atendidos.
Outro tema que costuma atrair a atenção internacional para o Brasil, a violência ainda tem indicadores que colocam o Brasil no topo dos rankings mundiais.
Ainda que o indicador tenha melhorado nas capitais, a taxa média de homicídios ainda é alta: 25,2 para cada grupo de 100 mil habitantes.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Novamente, para atestar

01
Segundo o que vi, a globo apóia Dilma, apesar de haver gente falando o contrário. As duas rodadas de entrevistas que os candidatos deram - no JN e no Jornal da Globo - mostram isso com clareza. As perguntas para Dilma não foram tão incisivas quanto as direcionadas ao Serra. Quem tiver interesse de atestar isso por si, os videos estão disponíveis na íntegra no site da Globo.

02
O debate nacional mais profundo ainda não chegou nessas eleições. Dilma disparou e, assim, mudou a tônica do pleito. Houvesse candidatos mais parelhos o debate seria mais acirrado, como não há, o que sobra é o desespero por parte da oposição. Aliás, nem sei se, de fato, há oposição disputando a campanha, vide o caso do vídeo de Lula na propaganda de Serra.

03
O número de seguidores do blog tem aumentado consideravelmente ultimamente.

04
A qualidade dos comentários é excelente. Muito obrigado a todos os que se predispõem a se inserir num ambiente de debates tão qualificados como os que aqui são propostos.