domingo, 27 de junho de 2010

Política sem Lula

por Heyde Lima

A política externa do governo Lula demonstrou extrema capacidade de articulação e imprimiu ao restante do Globo uma melhor visão do nosso país. Como, então, continuar a política de uma pessoa tão carismática e tão articulada com recursos tão limitados como há no Brasil? A resposta não é simples. Atualmente, é difícil imaginar uma pessoa tão capacitada quanto o nosso presidente. Afinal, em busca de uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil agiu, pela primeira vez na nossa história, como um país grande, visionário.

Na ausência de Lula no cenário político, o nosso país precisa continuar investindo na imagem brasileira. Não podemos ser vistos como a terra do carnaval, samba e futebol. É válido lembrar que a formação de uma boa imagem internacional reflete em diversos outros campos, principalmente na economia. Talvez, Lula viu além de sua época, como fez Juscelino em seu mandato, que, embora criticado por abrir o mercado ao capital externo, hoje é visto como um visionário. Devemos ficar atentos, pois, em um ambiente internacionalmente anárquico, é cada vez mais importante uma posição de destaque no cenário mundial. Lula viajou a muitos rincões do planeta Terra e fez questão de fazer acordos com diversos países, não somente com os Estados Unidos. Tudo isso refletiu no sucesso brasileiro, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são exemplos não por acaso. Obviamente, conseguir o que Lula fez é difícil, mas se o próximo presidente seguir o caminho traçado por Lula já é o passo mais importante.

Criticamos Juscelino Kubitschek e depois de uma era sombria (Ditadura Militar) soubemos valorizar o que ele tinha feito. Espero que não sejam necessários “anos sombrios” para sabermos valorizar a política externa do Governo Lula.

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Heyde é graduando do curso de Relações Internacionais da UFPB

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