sábado, 10 de abril de 2010

Outras rapidinhas

Ando meio sem tempo, correndo pra lá e pra cá entre Mossoró e João Pessoa, por isso falarei rapidamente sobre dois temas que têm me chamado atenção. Serão eles o caos no Rio e o lançamento da campanha de José Serra. Senão vejamos:
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Caos no Rio
Quando a mediocridade e a incompetência começam a ser íntimos do processo decisório, que é eminentemente político, coisas como essas se tornam cada vez mais comuns. Não é a primeira vez que o Brasil assiste a casos como esse. Basta lembrarmos Sta Catarina, por exemplo. Em Recife, Salvador, Vitória e em todas as outras capitais e grandes cidades do país há ocupação desordenada do solo, invariavelmente. Isto se dá por que não somos um país afeto ao planejamento, à organização e à conclamação da inteligência, da sensibilidade social e da capacidade para, estas sim, integrarem o processo decisório. É preciso mapear as regiões sensíveis, desocupar as que estão ocupadas, monitorar as ainda não ocupadas e implementar políticas públicas tendentes ao desenvolvimento que seja sustentável.
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Lançamento de Serra como candidato
Não acompanhei esse lançamento como acompanhei o de Dilma, mas vi o discurso que Serra proferiu. Na minha visão, o debate substantivo ainda não começou. Serra limitou-se a um conjunto de palavras previsíveis e sem grande conteúdo. Um trecho específico do seu discurso me chamou atenção:

'Um país só poderá atingir a paz se se existir a garantia de que a atitude criminosa não ficará sem castigo.Quero que meus netos cresçam num país onde a lei será aplicada a todos. No país, nenhum brasileiro vai estar acima da lei. Com segurança na Justiça o Brasil pode mais".

É bom dizerem a Serra que isso não tem nada a ver com as atribuições precípuas do Presidente da República. Segurança na justiça quem conquista é a justiça, o poder judiciário, independente do executivo. Sobre a lei ser maior do que todos, quem diz isso é a constituição e não dependerá dele, se eleito. Sobre a punição para os criminosos, o máximo que ele pode fazer é mandar para o Congresso um projeto de novo Código Penal, que, aliás, já tramita por lá. Quem decide isso é o poder legislativo. O Presidente pode pouco, nestes casos. Eu quero mesmo é ouví-lo falar sobre as propostas dele para a política externa e para o pré-sal. Até agora não sei se o PSDB é favorável à partilha ou à concessão. Espero que os debates da campanha nos informem disso.

2 comentários:

  1. Sobre o Serra, nem comento. (É dilma no coração ttt) q

    Mas sobre o Caos no Rio, eu acho que temos o mais puro exemplo da sabedoria e inteligência brasileira. País muito rico intelectualmente, dica de passagem, mas com uma tendência a miserabilidade incrível. Não acho que pensamentos utópicos enriqueçam a nossa situação, estou cheio de velos nos discursos políticos. Mas acho que uma maneira de ver a coisa mais aplicada e uma participação política maior por parte de todo cidadão poderia deixar o que parece tão difícil (Como a transformação total de um país tão complexo) mais fácil e palpável. Tenho em mim uma decisão forte e acho que expressa-la politicamente é mais que importante. Por tal parabenizo o senhor.

    Mas acho que além do discurso tem a pratica. Nosso discurso tem que inspirar a ação. E essa ação por si, tem que inspirar a ação. Sejamos não só idéias, mas também ações.





    Vou deixar a dica novamente: Não ressalte sua nacionalidade, ela diminui a audiência do blog. E ainda lhe acho pseudo-intelectual, qn.

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  2. Como não vivo de propaganda, Rogério, não me preocupo muito com ibope. Sobre o pseudo-intelectual, jamais me pretendi intelectual, portanto, fique a vontade para ter a opinião que quiser. Este espaço, inclusive, é livre pra isso. Se eu soubesse o que é 'qn' eu comentaria algo a respeito, como não sei, deixe pra lá.

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