domingo, 24 de janeiro de 2010

Presidente eleito do Chile escolhe Brasil para primeira viagem oficial

Folha OnLine

Brasil e Argentina devem ser os primeiros destinos internacionais do presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, após a posse, segundo informou ele mesmo à imprensa local.

"Creio que nossas primeiras visitas estarão no mundo dos países vizinhos, particularmente Brasil e Argentina", disse o empresário, eleito no segundo turno das eleições presidenciais, no último dia 17, em entrevista ao jornal "La Tercera".

Piñera também antecipou já ter recebido convites diversos outros países. Entre as nações escolhidas para suas futuras viagens estão também as europeias Espanha e França.

Ainda de acordo com a publicação, assessores do mandatário eleito estariam convencidos de que o Brasil seria o melhor destino para iniciar a política externa do futuro governo --para fortalecer as relações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerado um líder na região.

Para não descuidar do "vínculo estratégico" com a Argentina, este seria o segundo país a ser visitado, logo após a passagem pelo território brasileiro.

Antes de assumir o governo, contudo, Piñera já tem um compromisso no exterior. Ele irá para o México no próximo mês, onde participará da reunião do Grupo do Rio ao lado da atual presidente chilena, Michelle Bachelet.

Minha Análise

Essas eleições do Chile foram emblemáticas e noticiadas por boa parte da imprensa internacional, inclusive no Brasil, como um exemplo de democracia por que possibilitou ao país andino operar a troca de poder entre as frentes de coalizão que o governam. Este, a alternância do poder, é um dos fundamentos básicos do sistema democrático e, de fato, é elogiável ter o Chile conseguido aplicá-lo, sobretudo num continente onde o famigerado Hugo Chavez - e seu modelo de "democracia bolivariana" - é seguido como exemplo por outros presidentes, vide Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correia (Equador). Aqui no Brasil, depois de oito anos de governo do PSDB (FHC, 94-2002), elegemos o Presidente Lula do PT (2003 - 2010). Houve aí, também, alternância de poder. Ambos os partidos têm visões bem diferentes sobre o papel do Estado e o povo resolveu experimentar as duas fórmulas. Nas próximas eleições, embora haja outros candidatos de outros partidos, acredito que continuará havendo a já polarização entre o PT e o PSDB.

Se conseguimos alternância de poder na esfera federal, aqui no RN, não. As opções para o Senado são os já conhecidos José Agripino, Garibaldi e Wilma. Na maioria dos estados acontece coisa semelhante. Depois, já sabemos o resultado: mais do mesmo. Com um detalhe: por "mesmo" entenda-se escândalos, inoperância e atraso. O Senado, assim, continuará como está.

Para finalizar, mais uma vez, a matéria deixa mais do que claro a relevância cada vez maior do Brasil no cenário regional e global.


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