quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Poucas linhas sobre a participação do Brasil no caso do Haiti

Uma coisa que esse blog vem alardeando, há muito, é a participação cada vez mais incisiva do Brasil no contexto internacional. Nós já deixamos de ser pequenos e desimportantes e passamos à condição de ator global relevante. Para provar isso, por exemplo, basta ver a nossa participação neste último triste acontecimento lá no Haiti. Além de liberamos cerca de 20 milhões de dólares para a reconstrução do país - que eu me lembre, é a primeira vez que isso acontece-, também as nossas forças armadas enviaram ou enviarão mais contingente para ajudar na manutenção da ordem, basta que a ONU peça.
Antes que alguém diga que isso é errado e que o país precisaria, primeiro, resolver os seus problemas internos, não há um só indicador neste país, social ou econômico, importante, que não esteja melhorando sensivelmente nos últimos anos. Este blog não está dizendo que vivemos na Europa, não. Vivemos no Brasil, mas hoje o nosso país é melhor do que ontem, embora hoje e a cada dia, aprenda que tem mais para melhorar. Nunca ninguém leu uma linha aqui negando os problemas do país.
Ademais, maior liderança no contexto global não significa negar que precisamos ainda melhorar internamente. Tomara mesmo que o país aprofunde a sua participação e consiga, em breve, adentrar ao Conselho de Segurança da ONU, além de conquistar ainda mais espaço no FMI, no BIRD e em todos os outros organismos da governança global. Chega de pensamento subalterno e colonizado.

3 comentários:

  1. Concordo com você Raul!
    O Brasil, hoje, não é apenas um mero telespectador dos acontecimentos mundiais,mas se tornou, se não o protagonista, um dos atores principais dessa "novela", haja vista sua atuação no Haiti, não só agora com esses acontecimento lastimantes,mas muito antes como força de paz da ONU! É o Brasil virando o jogo dessa corrida secular!

    Parabéns pelo blog!

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  2. Tanto no plano interno como externo, o nosso principal pecado tem sido dar ênfase e exaltar somente ações e feitorias de caráter alienígena. Nossa inenarrável gama de mazelas sociais se deve em sua grande maioria à inobservância do quanto somos capazes. A constituição da república federativa do Brasil, em seu art. 4º, inciso IX, preconiza exatamente que as relações de caráter internacional do nosso país regem-se por princípios como o da "cooperação entre os povos para o progresso da humanidade". Nisso tem amparo a louvável ação dos nossos soldados no Haiti. Portanto,a árdua luta pela efetividade e aplicabilidade do nosso ordenamento pode ser mais eficiente do que mais uma compra de preceito internacional. Um país com 180 milhões de habitantes não pode pensar pequeno, "antes que alguém diga que isso é errado e que o país precisaria, primeiro, resolver os seus problemas internos". Obviamente, muitos preceitos constitucionais devem ser observados e respeitados para que todos saibamos o quão capaz é o nosso país. Não venho portanto atribuir nenhum condão, além do que é dado ao nosso povo pela nossa carta magna, mas sim elogiar o otimismo inerente a você Raul, que tanto falta ao nosso povo. Com ele,certamente, teriamos menas lamúrias.

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  3. Muita gente "meteu o pau" sobre a ajuda do Brasil no caso Haiti. O meu ponto de vista concorda com o blogueiro. Muita gente entende errado, ajuda humanitária não quer dizer, necessariamente numa ajuda financeira direta. Lembrando que a ajuda do nosso país ao Haiti, já acontece há mais ou menos quatro anos, com a participação efetiva do nosso exército.

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