domingo, 8 de novembro de 2009

Chávez pede a civis e militares que se prepararem para a guerra

Agência EFE

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou hoje a subir o tom na crise com a Colômbia ao falar em "preparar-se para a guerra" diante de uma eventual agressão que, em sua opinião, poderia fazer Washington contra seu país.Ao discursar em seu programa dominical "Alô Presidente", Chávez fez um chamado aos militares e civis venezuelanos a "preparar-se para a guerra", em uma advertência aos Governos da Colômbia e dos Estados Unidos."Não se engane e ordene um ataque contra a Venezuela utilizando à Colômbia, nós estamos dispostos a tudo", disse referindo-se ao presidente americano Barack Obama.
Chávez, que em repetidas ocasiões acusou Washington de gestar um plano para desestabilizar seu Governo, ordenou em sua alocução aos membros da Força Armada Bolivariana "preparar-se para a guerra como a melhor forma para evitá-la"."Nós sempre fomos cautelosos com o triunfo do presidente Obama, mas bem cedo começamos a entender toda a verdade, que o império está aí, vivo e mais ameaçador do que nunca", disse Chávez, quem também advertiu que o conflito se estenderia além da Venezuela, a todo o continente, e duraria "cem anos".
Chávez lembrou uma afirmação do ex-presidente cubano Fidel Castro de que os Estados Unidos se juntaram à Colômbia com o tratado, e agora tem livre acesso ao continente através da permissão para que os soldados americanos utilizem as bases militares do país sul-americano.Castro, "com todo o peso de sua autoridade histórica", ressaltou o governante venezuelano, denunciou "a entrega de um país", do qual "não há precedente"."O Governo da Colômbia transformou um país irmão em uma colônia ianque", disse Chávez, antes de afirmar que não hesita em que "algum dia a Colômbia será novamente um país livre, como hoje é a Venezuela".

Minha análise
Numa só palavra: Patético. Hugo Chavez é o que de pior tem acontecido na política latina nos últimos anos. Nunca vi ninguém tão populista e tão despreparado para o cargo de chefe de Estado quanto ele. Os que gostam dele que me desculpem, mas Chávez presta, diuturnamente, um enorme desserviço à democracia de seu país e à estabilidade política da região. Seguindo os seus passos estão Rafael Corrêa, do Equador, e Morales, da Bolívia.
Tudo o que o presidente venezuelano disse é totalmente descabido. Os EUA, no atual momento, e já há muito tempo, não se arriscariam em uma aventura bélica aqui na América do Sul. Isso acontece por que a sua atenção tem sido sempre muito mais voltada para o Oriente Médio, onde estão as grandes questões mundiais. Ademais, o contexto de crise econômica simplesmente o impede de algo desse tipo. A Venezuela é um país contextualmente mais relevante do que são o Iraque e o Afeganistão, por isso atacá-la geraria um grande abalo a economias que são importantes, como o Brasil e a Argentina, e estaria aí inaugurada uma outra crise econômica com consequências em todo o mundo. Nesse instante isso é tudo o que os EUA menos querem. Alguém tem que dizer a esse populista despreparado e falacioso que isso é regra simples de globalização.
Claro que os EUA não são nenhum santo e que o acordo com a Colômbia tem interesses que extrapolam a fronteira deste país, no entanto, o que Chavez quer mesmo é desvirtuar a atenção dos reais problemas que aflingem o seu atrasado país. Lá se importa 85% do que se come e não há geração de energia suficiente para a manutenção de crescimento econômico sustentado. A bem da verdade, estão à beira de um apagão. Isso tudo por incompetência administrativa dele que não tem noção do que fazer quando é realmente necessário uma atitude importante para a sua nação. Isso também é uma regra básica do caudilhismo: quando a situação interna tá preta, arranja-se um inimigo externo comum e une-se o país contra ele.
Patético.

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