terça-feira, 23 de junho de 2009

O Brasil

Esse post eu fiz por escolha dos leitores do blog, numa recente enquete aqui realizada e ainda publicada aí ao lado. Não poderia haver tema melhor para se falar, pois o Brasil é sempre muito interessante. Como eu sempre digo, é ótimo falar de nós mesmos.
Eu sou, reconhecidamente, um nacionalista convicto. Digo sempre, com todas as letras, que eu amo o meu país e que ser patriota é fundamental para um povo que se pretenda grande e desenvolvido, tal qual espero nós brasileiros pretendamos. O problema é que as pessoas, às vezes, confundem as coisas. Ser nacionalista não significa fechar os olhos para os nossos problemas, aliás, nem se quiséssemos conseguíriamos, pois eles são tantos que saltam aos olhos e à mente crítica de qualquer um. Como não reconhecer que temos uma dívida histórica gigantesca para como o nosso povo? Se nos compararmos a outros países que estão ao nosso nível, nós somos extremamente atrasados em pesquisa, em investimentos tecnológicos e em educação. Aliás, por falar em educação, esta não é uma prioridade no Brasil, desde sempre! É impressionante como nós, descomunalmente, temos o dom de não nos indignarmos, de não sermos ávidos por mudanças. É incrível. Nós teimamos, há 500 anos, em não fazermos reformas profundas em nossas estruturas sociais. Parece que gostamos da miséria, da fome, do atraso, da desinformação e da alienação às quais boa parte de nossos irmãos brasileiros são submetidos, inclusive, muitos de nós, ditos críticos e informados.
O mais revoltante em meio a tudo isso, é a forma como o Senado, aliás, o Congresso, como um todo, se comporta. Naquela casa ignora-se os grandes temas do debate nacional, caros à nação. Parece que não se cansam em procurar formas cada vez mais sofisticadas de nos lesar, de saquear o patrimônio público e de nos mostrar como eles, habilmente, são capazes de ferir os mais valiosos princípios éticos e morais. Diga-se, de passagem, isto se aplica não só ao Congresso nacional, como à Câmara de Vereadores aqui de Mossoró, que, simplesmente, se furta do seu dever de fiscalizar o executivo que faz e desfaz ao seu bel prazer. Transparência é uma coisa que não existe na administração pública de nossa cidade. Não vou entrar nesse tema local agora, mas aproveitarei para dizer só uma coisa: a política daqui de Mossoró me enoja! Se a do Brasil é atrasada, a de Mossoró ainda não evoluiu o suficiente para chegar ao fundo do poço. A minha única esperança nesta seara é a de que somos uma democracia que, embora ainda não esteja num estágio ideal de desenvolvimento, dá largos passos rumo ao aprimoramento e, um dia, fatalmente, o povo dirá não a tudo isso. Até lá, só nos resta fazer o que estamos fazendo: criticar e cobrar mudanças, pois sem elas o país não dará os passos necessários em busca do futuro e do desenvolvimento tão almejado.
Por outro lado, este mesmo Brasil tão cheio de problemas, é capaz de protagonizar acontecimentos dignos de uma sociedade desenvolvida. Veja o caso do nível tecnológico ao qual chegou a petrobras, hoje uma das maiores petroleiras do mundo. Recentemente, Sérgio Gabrielli, o seu presidente, ganhou, na Inglaterra, o título de mais eficiente presidente de companhias petroleiras do mundo. Neste mesmo eventou projetou-se que a empresa brasileira será a maior do mundo em 20 anos. Elogiável. Assim também o é a Odebrechedt, empresa brasileira de engenharia civil, a Embraer, empresa brasileira que produz alguns dos melhores aviões de pequeno e médio porte do mundo, dentre outros bem sucedidos investimentos do Brasil exterior. Somos um ator global importante. Lula é um dos líderes mundiais mais respeitados e isto ele deve ao país que ele dirige, pois este é grande, pujante e promissor. Todas as análises mais sérias, hoje, dão conta de que nós seremos uma potência energética em 20 anos, pois teremos a tecnologica de produção de biocombustíveis e já estaremos com o pré-sal a todo vapor. Isso sem falar da cobiçada Amazônia, que nós tanto relegamos a segundo plano, e de suas riquezas infindáveis, que eu espero continuem nossas.
Nós somos assim. Incompreensíveis. Pobres, atrasados, ricos e desenvolvidos. Este é o Brasil. Um gigante pela própria natureza, pátria amada, mas às vezes uma mãe não tão gentil para os filhos deste solo.

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