domingo, 31 de maio de 2009

Hipótese de 3º mandato de Lula divide o eleitorado, aponta Datafolha

Folha Online
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Pesquisa Datafolha feita entre a terça-feira (26) e a quinta-feira (28) passadas revela que uma emenda constitucional para permitir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorresse a um terceiro mandato receberia hoje o apoio de 47% dos brasileiros e seria reprovada por 49%.
Em novembro de 2007, a mesma proposta era rejeitada por 63% dos entrevistados e tinha o aval de 34%. A pesquisa mostra ainda que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), possível candidata do PT à Presidência, reduziu em oito pontos a distância de José Serra (PSDB). No principal cenário, ela subiu cinco pontos e foi a 16%; o governador de SP perdeu três pontos e ficou com 38%.

sábado, 30 de maio de 2009

EUA reforçam presença no Pacífico com envio de caças ao Japão

Agência EFE
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Os Estados Unidos decidiram reforçar sua presença no Pacífico com o envio de aproximadamente dez caças F-22 Raptors ao Japão.
A previsão é que os aviões militares, que decolaram do estado americano da Virgínia, cheguem ainda hoje à base aérea de Kadena, na província japonesa de Okinawa. O envio dos caças supersônicos acontece em meio à escalada de tensão na região, onde a Coreia do Norte lançou vários mísseis nas últimas semanas. Segundo fontes do Departamento de Defesa, os aviões que partiram em direção ao Japão fazem parte dos dois esquadrões que a Força Aérea americana montou nos últimos quatro meses com objetivo de reforçar a segurança no Pacífico Ocidental. Mais cedo, em Cingapura, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que os EUA responderão "rapidamente" se as ambições nucleares da Coreia do Norte ameaçarem o país ou seus aliados na Ásia. "Não ficaremos parados" enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição, disse Gates numa conferência asiática sobre segurança.
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Minha opinião
Eu não tô conseguindo acreditar que a Coreia do Norte realmente vai conseguir irritar os EUA, o Japão e a Coreia do Sul a ponto de provocar uma guerra naquela região, não. Isso é completamente ilúcido! Para completar, a Rússia andou anunciando apoio à Coreia, o que complica, ainda mais, o jogo. Tem gente que não se conforma com o fim da Guerra Fria, não é mesmo? O cerco tá se fechando. Aguardemos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O caso da Coreia do Norte

Há certas coisas que, quando acontecem, nos enchem de dúvida e inquietação. Talvez seja por que cheiram a ilucidez e a irracionalidade. Não lhes parece insensato, no mínimo, um país pobre, com graves problemas sociais, atrasado econômica e tecnologicamente, de repente, anunciar ao mundo que detém armas nucleares e que destina cerca de 40% do seu minúsculo e inexpressivo PIB para a manutenção de um impotente exército? Mais ilógico ainda é se você parar pra pensar que se trata de um país totalmente irrelevante e que não tem nenhum grande patrimônio natural a proteger.
Incrível! Tudo o que a Coreia está fazendo só tem mesmo o fim de causar perturbações geopolíticas, ou, como eu digo sempre em minhas aulas, chamar a atenção para si.
A insensatez humana não para de nos dar provas de que ela pode ser cada vez maior. O ditador coreano de nome impronunciável é mesmo excêntrico: Já anunciou claramente que, se alguma atitude for tomada contra o seu país, ele tomará uma ação "forte" e a altura da agressão. De repente, me pergunto como seria essa resposta. Seria um ataque nuclear ao Japão ou à Coreia do Sul? Como os EUA reagiriam em meio a este cenário? Nunca é demais lembrar que vivenciamos uma crise econômica sem precedentes na história recente e de que qualquer gasto militar, nesse momento, não é nada bem vindo a ninguém, sobretudo ao epicentro da crise, os EUA. Além disso, este é um momento em que o Presidente Obama tem procurado mais o diálogo e menos a agressão - bem diferente de seu antecessor - e que a Coreia, com as suas infantilidades bélicas, está provocando uma reação que ele - Obama -, pelo menos aparentemente, não queria ter.
Assistindo a tudo de camarote está a China: Doida para ver o circo pegar fogo - leia-se: um desentemendimento militar entre a Coreia e o Japão - e assumindo a posição histórica de defensora incondicional do seu vizinho coreano mais pobre. O quadro está pintado para a indefinição. Os próximos dias serão fundamentais para o desenrolar do caso e a nós só nos cabe torcer pela sensatez e esperar.

domingo, 24 de maio de 2009

Sozinha, Petrobras investe mais que a União em 2009

Só no 1º bimestre, estatal investiu R$ 8,1 bi, contra R$ 6,8 bi do Tesouro até maio; Grupo prevê gastos de mais de R$ 66 bi até final do ano; valor supera a previsão de investimentos da União para o período em R$ 16,8 bi
Folha de São Paulo
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No centro de uma batalha política entre governo e oposição desde que foi criada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigá-la, a Petrobras e suas subsidiárias investiram, apenas nos dois primeiros meses do ano, quase três vezes o volume de gastos do Tesouro no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) entre janeiro e o início de maio.Foram R$ 8,1 bilhões aplicados pela estatal contra R$ 2,9 bilhões investidos pela União no carro-chefe do governo Lula num período duas vezes maior.Os números, registrados no balanço da Petrobras -lançado na página do Ministério do Planejamento a cada dois meses- e no Siafi (sistema de controle de gastos da União), dão uma dimensão dos interesses em jogo na CPI da Petrobras.A Petrobras é a maior estatal brasileira. Com suas 21 subsidiárias, responde por 92% dos investimentos de todas as estatais brasileiras. No primeiro bimestre de 2009, sua subsidiária na Holanda foi a segunda no ranking dos investimentos da holding, à frente da Petrobras Internacional, que dispõe de orçamento maior.O grupo inteiro prevê gastos de mais de R$ 66 bilhões até o final do ano. O número é 30% maior do que os investimentos feitos pela estatal em 2008.O total de gastos que a holding Petrobras pretende investir supera em R$ 16,8 bilhões os investimentos da União autorizados por lei para 2009. Parte desse orçamento de investimentos da estatal depende ainda de captações de recursos no mercado internacional, fato apontado por autoridades brasileiras preocupadas com as repercussões políticas de uma investigação no Congresso.Segundo pesquisa feita pela ONG Contas Abertas, os investimentos da Petrobras apenas no primeiro bimestre superam em 16% os investimentos de toda a administração direta e dos Poderes Legislativo e Judiciário juntos em mais de quatro meses em 2009.Até 7 de maio, o Siafi registrou R$ 6,8 bilhões de investimentos da União, já considerados os pagamentos de contas pendentes de anos anteriores.Dentro da estratégia de jogar a oposição contra a maior estatal do país, o presidente Lula acusou o PSDB, autor do requerimento para investigar a empresa, de agir de modo "irresponsável" e "pouco patriota". Alertou que os investimentos da estatal podem ser ameaçados num cenário de crise econômica internacional.Diferentemente dos órgãos da administração direta, cujos gastos estão na internet, a Petrobras só publica dados genéricos em balanços bimestrais.A transparência das contas da estatal é justamente um dos pontos do projeto de lei apresentado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anteontem. O projeto cobra a divulgação na internet de dados de todas as empresas públicas e de economia mista que exercem atividade econômica.O próprio governo Lula faz nos bastidores a mesma crítica que a oposição dispara em público contra a estatal: ela é uma caixa-preta e segura informações consideradas confidenciais e estratégicas.No Planalto, as queixas se voltam contra o acesso a dados sobre pesquisas e alguns negócios da empresa. Para a oposição, a reclamação é mais ampla, por não conseguir saber nem para quem são destinadas verbas de patrocínios culturais.O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) foi o autor do requerimento que reuniu 32 assinaturas, 7 delas de congressistas de partidos da base, para investigar a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo. O PSDB viu na mudança contábil que permitiu a estatal pagar menos impostos a oportunidade para pedir a criação da CPI.Mas o requerimento para investigar a empresa é mais amplo, pede tanto para se apurar "indícios de fraudes" em licitações até "denúncias de irregularidades" no uso de verbas de patrocínio da estatal.Uma guerra nos bastidores entre PMDB e PT tem dificultado a ação do governo para tentar controlar a CPI da Petrobras. Na próxima terça-feira, Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, pretende fazer discurso da tribuna para rebater acusações de que o partido estaria exigindo cargos na Petrobras para abafar a CPI.Na avaliação peemedebista, o PT tem estimulado rumores de que o PMDB pretende colocar o presidente Lula contra a parede na próxima semana. Lula deverá se reunir com senadores do partido amanhã ou terça.

Terceiro mandato fragiliza república, afirma Ayres Britto

Presidente do TSE diz que hipótese é risco, pois "quanto mais se prorroga o mandato", mais o país "se distancia da república e se reaproxima da monarquia"
FELIPE SELIGMAN
Folha de São Paulo
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A ideia de terceiro mandato é um risco para o Brasil, pois "fragiliza" o sistema republicano e "reaproxima" o país da monarquia. É como pensa o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto.Em entrevista à Folha ele, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou: "A república postula a temporalidade e a possibilidade de alternância de poder. Quanto mais se prorroga o mandato, mais [o país] se distancia da república e se reaproxima da monarquia".Não é assim, no entanto, que pensa o deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE), que pretende apresentar até a próxima sexta-feira a proposta de emenda constitucional que prevê um referendo sobre a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorrer a um novo mandato.A emenda prevê a realização de um referendo em setembro, para valer já para a eleição de 2010, como revelou a Folha no último domingo. Barreto tem pelo menos 178 assinaturas de deputados (16 delas de oposicionistas), número já superior ao mínimo definido pelo regimento da Câmara para protocolar a proposta.Para Ayres Britto, porém, o conteúdo desse projeto não se "concilia" com a república. "Dizer que é constitucional o terceiro mandato é dizer que o quarto também é. E não tem como evitar dizer que é constitucional o quinto mandato, fragilizando a ideia de república."O próprio presidente Lula também afirma que não discute a hipótese de disputar um terceiro mandato.Ayres Britto também disse que, se for aprovado o projeto de lei apresentado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para reduzir de um ano para seis meses o prazo mínimo de filiação partidária antes das eleições de 2010, o TSE irá criar mecanismos para agilizar os processos contra os infiéis.Avalia-se que um deputado, por exemplo, que mudar de partido nos últimos seis meses de mandato para concorrer por outro partido nas eleições seguintes ficará imune à cassação por infidelidade partidária, já que o TSE não conseguiria, em tão pouco tempo, julgar o caso."Mudar de partido um ano ou seis meses antes das eleições leva e levará à perda de mandato. Se esse projeto vier a ser aprovado, o TSE irá criar mecanismos de ultra-agilização do processo de perda de mandato por infidelidade", afirmou ele.Para Ayres Britto, a ideia de reduzir o prazo alteraria uma lógica -"saudável"- de formar o quadro partidário antes de definido o quadro político nacional que prevalecerá nas eleições, o que não seria adequado.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Juro alto derruba dólar, ameaça exportador e obriga governo a agir

Combinação de dólar desvalorizado, queda do preço das commodities e retração da economia mundial inquieta setor exportador

Por Gisele Cabrini 22.05.2009 08h42
Portal EXAME
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No final do ano passado, quando o pânico com a crise atingiu seu auge, o dólar chegou a ser negociado acima de 2,50 reais, gerou o temor de quebra de empresas que fizeram apostas infelizes em derivativos de câmbio e impingiu fortes perdas a companhias endividadas em moeda americana. O único setor que viu com bons olhos a situação foi o exportador. "Quero que o câmbio volte a 2,80 reais", declarou em novembro Joesley Mendonça Batista, presidente da JBS-Friboi, a maior produtora mundial de carne bovina.
Para desgosto de Joesley e da maior parte dos exportadores, o dólar caminhou na direção contrária à esperada - e numa velocidade que surpreendeu até o analista mais otimista com a economia brasileira. Especialistas ouvidos pelo Portal EXAME atribuem a queda do dólar para a casa dos 2 reais à taxa de juros de dois dígitos da economia brasileira. Desde o início da crise, a Selic caiu de 13,75% para 10,25% ao ano - enquanto quase todo o mundo desenvolvido paga uma remuneração próxima a zero para investimentos em títulos públicos.
Bastou a economia mundial dar leves sinais de recuperação para que o país virasse palco de uma enxurrada de dólares em busca de aplicações atrativas. A menor percepção de risco beneficiou tanto a Bovespa - que já atraiu mais de 7 bilhões de reais em investimentos estrangeiros neste ano - quanto o mercado de renda fixa. Segundo o BC, apenas nos dez primeiros dias úteis de maio, o fluxo cambial para o Brasil ficou positivo em 2 bilhões de dólares. Com tamanha entrada de recursos, fica difícil imaginar que o real, que já se valorizou 7% neste mês, possa engrenar uma tendência de baixa.
O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, afirma que a percepção de que o Brasil vai se recuperar antes da crise contribui para a atração desse enorme fluxo de recursos. "Países como o México, que poderiam atrair parte desse capital, estão numa situação bem pior e não oferecem taxas tão atrativas quanto as brasileiras." Ele também diz que o movimento de valorização do dólar nas últimas semanas é mundial e, em parte, foi incentivado pelo próprio Federal Reserve (o banco central dos EUA). Para aumentar a liquidez dos bancos e ajudar a destravar o crédito, "o Fed está inundando o mercado de dólares por meio da compra de títulos públicos e privados, num montante que chega a aproximadamente 700 bilhões de dólares", afirma. "O Brasil apresenta as condições mais favoráveis para atrair esse capital."
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Drama para os exportadores
Se por um lado o ingresso de dólares levou euforia à Bovespa nas últimas semanas, os exportadores já demonstram enorme inquietação, apesar de o dólar estar ainda muito abaixo do patamar de 1,60 real alcançado no ano passado. "O que vai ser muito mais dramático agora é que vamos ter sobrevalorização cambial com preços internacionais baixos", diz Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Comércio Exterior da Fiesp. Segundo ele, produtos como o aço custavam 3.000 dólares por tonelada no ano passado e agora valem 1.500 dólares. O alumínio caiu de 3.500 dólares a tonelada para 1.700 dólares e a carne, de 4.000 dólares para 2.600 dólares. "Com essa taxa de câmbio e esses preços, será insuportável para o exportador brasileiro", diz. "Por mais competitivo que ele seja, o empresário terá de decidir entre vender com prejuízo ou parar de exportar."
Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, os exportadores de produtos manufaturados serão os mais prejudicados. "A cotação das commodities caiu muito, mas ainda está próxima dos patamares históricos." Já setores que dependem de mão-de-obra intensiva como os de calçados e confecções ou empresas que dependem do câmbio para ser competitivas como o automobilístico e o de utensílios domésticos serão muito afetados. "No mês passado, os embarques de commodities superaram os de manufaturados, situação que não era registrada desde 1978", afirmou.

Qual é a solução?
A ajuda ao setor exportador passa por uma solução mais complexa do que um simples e drástico corte na taxa de juros. O analista de câmbio do Banco Brascan, Gustavo Santos da Costa, lembra que o atual patamar dos juros já é baixo considerando o histórico brasileiro. Com a atual taxa de inflação e do risco-Brasil, ele acredita que a Selic poderia cair para até 9% ao ano. "Um corte mais agressivo na taxa de juros poderia ser prejudicial, provocando uma fuga de capitais ou acentuando o desequilíbrio já verificado entre a remuneração dos fundos e da caderneta de poupança", afirma. Outros economistas são um pouco menos céticos, mas é muito difícil encontrar alguém no mercado que acredite que os juros caiam abaixo de 8%.
O chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e ex-diretor do BC, Carlos Thadeu de Freitas, diz que outra possibilidade para os exportadores manterem as margens de lucro está na utilização de operações de "hedge". As perdas bilionárias da Sadia e da Aracruz no ano passado, entretanto, são um alerta para que os derivativos sejam usados com moderação pelas empresas. "Elas devem utilizar o 'hedge' como forma de proteger o seu resultado operacional, não como mecanismo de especulação", diz Costa, do Banco Brascan.

Ajuda do governo
Os empresários também esperam que o governo atue de duas formas para reduzir o sofrimento dos exportadores: 1) O Banco Central deve continuar - e até intensificar - a compra de dólares para evitar a rápida desvalorização do dólar. O BC já vem enxugando a liquidez do mercado de câmbio nos últimos dias, mas analistas acreditam que essa medida é apenas paliativa; e 2) O governo deve estudar formas de desonerar o setor exportador para evitar a compressão exagerada das margens de lucro.
O Portal EXAME apurou que os setores de carne bovina, siderúrgico e eletrointesivos (aqueles que utilizam muita energia) estão em negociações avançadas para obter um alívio tributário do governo. Segundo os balanços já divulgados ao mercado, frigoríficos como a Sadia, a Perdigão e o JBS-Friboi trabalharam com margens próximas a zero e registraram prejuízo líquido no primeiro trimestre devido à forte queda nas exportações. Já grandes siderúrgicas como Usiminas, Gerdau e CSN foram obrigadas a reduzir os preços cobrados dos clientes para driblar a concorrência de empresas estrangeiras, que estão com um excedente de produção de aço devido à crise. O setor negocia com o governo a elevação da TEC (Tarifa Externa Comum, do Mercosul) para a importação de aço como forma de evitar novos prejuízos nos próximos trimestres.
O governo, no entanto, não tem mais muito espaço para ajudar o setor privado. Após seguidas quedas na arrecadação de tributos, o governo reduziu nesta semana a previsão da receita orçamentária para este ano em 60 bilhões de reais. Medidas de desoneração fiscal poderiam aumentar esse rombo no futuro. Ao exportador que não tiver seu pleito atendido, restará torcer para que o fluxo de recursos estrangeiros para os mercados emergentes não seja tão intenso quanto o das últimas semanas.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A ministra Dilma Rousseff

Se houve uma coisa ao qual eu sempre tenha me furtado de falar em público, foi sobre política partidária. Não que eu não goste do tema, pelo contrário, mas é que como em minhas aulas eu toco em assuntos como esse constantemente - seria impossível dar aula de geografia sem citar o que Lula anda fazendo, por exemplo -, julgo ser prudente manter a imparcialidade - se é que isso é possível - para quê, de repente, não achem que eu estou fazendo proselitismo para este ou aquele candidato. Assim, sempre deixei essas discussões para as mesas de bar com os amigos mais politizados.
Entretanto, vou me permitir falar aqui de uma personalidade que admiro muito, aquela que dá o tema desta postagem, a ministra Dilma Rousseff. Esta é uma personalidade que eu acho vá contribuir muito com a política brasileira, caso seja, de fato, candidata a presidente. Ela é séria, intelectualizada - o que eu mais gosto -, nada populista - pelo menos por enquanto -, centrada e destemida. Uma disputa entre ela e Serra será, tranquilamente, um episódio inédito em nossa política nacional e só mostra o quanto, embora a passos lentos, caminhamos para o aprimoramento do debate político no Brasil. Por outro lado, o simples pensamento de se dar um terceiro mandato ao Presidente Lula, mostra o quanto ainda pensamos estar vivendo em épocas do Império. Contradição tipicamente brasileira.
Ademais, espero ansiosamente o debate que se travará no próximo ano. Acho que será uma ótima oportunidade para discutirmos aquilo que realmente é importante para o Brasil e as minhas aulas de geografia desse período não tratarão de outra coisa, certamente! Temos ainda que aguardar o desfecho da doença da ministra, o que espero seja positivo.
Aguardemos e nos posicionemos!

Anunciando o retorno

Andei meio afastado das publicações no blog em virtude de muitos afazeres, mas agora estou de volta. Este aqui é um projeto que julgo bastante interessante: divulgar conhecimento e informar as pessoas. Sigamos em frente com as discussões relevantes!