segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Os emergentes entram em cena

O Brasil esteve sediando o encontro do G-20, onde se realizou uma discussão prévia sobre o quê iria ser tratado no próximo encontro do grupo que acontecerá em breve em Washington, nos EUA. A temática, claro, foi a crise financeira que vivenciamos. A China aproveitou o embalo para anunciar, aqui no Brasil, o seu pacote de mais de 500 bilhões de dólares para combater os efeitos da crise lá. Sem jeito, o país já vai crescer uns cinco pontos percentuais a menos do que o anteriormente esperado para o próximo ano. Aliás, nós, a Índia e a Rússia também cresceremos menos, mas cresceremos. Eis a diferença. Nós vamos sair dessa crise ainda mais importantes economicamente do que entramos. Apesar de termos impactos sérios em nossas economias e de a crise ser global, continuaremos puxando o ritmo do crescimento do mundo, ainda mais com EUA, Inglaterra e Japão em recessão. Talvez essa seja a hora para conseguirmos mais espaço, para avançarmos em alguns pleitos antigos nossos, como, por exemplo, a reformulação do Conselho de Segurança da ONU - quem sabe o Brasil não consegue um assento permanente -, e maior poder de decisão no FMI e no Banco Mundial, só para começar a lista. ,
Já passou da hora de o mundo ser mais multilateral. Instituições construídas no contexto do pós-Segunda Guerra já há muito estão obsoletas. Os EUA serão a maior potência ainda por muito tempo, mas nós temos que saber como negociar, como nos impor, caso contrário, seremos eternamente submissos e irrelevantes.

2 comentários:

  1. Dizem que em momentos de crise a humanidade sempre consegue avançar. Foi assim para a unificação dos Estados Modernos, num contexto de disputas entre os feudos; os direitos de liberdade também foram conquistados num processo violento, quem não lembra da queda da bastilha? Hodiernamente, a tecnologia avança de forma brusca quando se presta a fornecer subsídios para os países lograrem êxito em suas guerras. Onde quero chegar com isso? Simples, em período de turbulência sempre algo muda no mundo, nos resta moldar essa mudança para um eixo mais benéfico (pelo menos para nós). Torçamos para que nossos estadistas consigam colher dessa crise a tão almejada importãncia internacional que o Brasil merece e que é tão idealizada por nós, brasileiros. Para isso, precisamos que nosso líder seja decisivo e contundente. Portanto, fiquemos atentos às mudanças do cenário geopolítico atual.
    Abraços.

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  2. Questão de prova!!

    ;)

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